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Psicósmica

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11 de junho de 2013

Pessoas ficam deprimidas ao invejar a vida dos outros pelo Facebook

Sentindo-se deprimido a respeito da sua vida? Uma forma rápida de melhorar talvez seja deletando sua conta do Facebook! Um estudo realizado pela Utah Valley University  revela que quanto mais as pessoas visitam páginas populares nas redes sociais maior será a impressão que essas pessoas são muito mais felizes. A consequência disso? Muitos internautas tristes por causa da felicidade alheia.

Foram entrevistados 425 estudantes para o estudo liderado pelos sociólogos Hui-Tzu Grace Chou e Nicholas Edge. A pesquisa teve como foco a análise da felicidade dos entrevistados em relação aos seus amigos no Facebook. Os participantes foram estimulados a responderem, de forma afirmativa ou negativa, questões do tipo “a vida é justa” ou “muitos dos meus amigos tem uma vida melhor do que eu”.

Os entrevistados também foram convidados a descreverem suas atividades no Facebook, incluindo o número de amigos cadastrados, a proporção de pessoas que elas realmente conheciam fora da rede social.

Foi constatado que 95% dos entrevistados usam o Facebook por aproximadamente 5 horas por dia, com um cadastro que tem pouco mais de dois anos e meio. Depois de estabelecer diversos filtros, como estado civil, sexo e opção religiosa, o estudo concluiu que quanto mais as pessoas gastam tempo no Facebook, mais forte é a sensação que seus amigos são mais felizes.

Isso se comprova com usuários que adicionam pessoas que nunca tiveram contato no mundo real. Outro resultado detectado é que as pessoas que usam o Facebook em excesso estão mais propensas a afirmarem que “a vida é injusta”. Mas isso não significa que tudo é ruim para aqueles que ficam muito tempo nas redes sociais. O mesmo estudo revela que esses mesmos “maratonistas” do Facebook estão menos propensos a acreditarem que “a vida é muito curta”.

De qualquer forma, Chou afirma que essa insatisfação é o resultado de um processo psicológico conhecido como “viés de correspondência”, que faz com que as pessoas façam conclusões precipitadas sobre outras pessoas, com base no conhecimento limitado de suas vidas (ou, em outras palavras, o pré-julgamento).

Isso acontece principalmente pelas fotos publicadas no Facebook, onde pessoas que posam sempre sorrindo, alegres e felizes, passam a impressão de uma vida perfeita.

Vale a pena lembrar que todas as pessoas contam com altos e baixos na vida. Isso acontece com todos, sem exceção. Os especialistas alertam que os internautas não podem se deixar levar pelo “efeito de distorção” que as imagens passam e que aqueles que não são próximos aos “amigos” virtuais não podem se deixar levar por aquilo que as imagens mostram.

Caso contrário, vai ser fácil viver com a amargura do comparativo da foto publicada no mural, com a imagem que o internauta vê no espelho todas as manhãs.

Fonte: Psicósmica


14 de novembro de 2012

As duas faces da culpa


A culpa nos paralisa no tempo e ficamos soterrados sob os escombros de nossos desacertos. Ela interrompe nossas oportunidades de crescimento no presente em virtude de nossa obstinação neurótica em comportamentos do passado. A culpa se estrutura nas crenças antigas do “pecado” irreparável e nos alicerces do perfeccionismo.

Só quando aceitarmos que a vida perfeita é uma impossibilidade humana, quando aprendermos que há limites em nosso grau evolutivo, quando nos conscientizarmos de que não temos todas as respostas para o que acontece, quando aceitarmos que somos passíveis de falhas ou enganos, quando abandonarmos o complexo de onipotência, é que a culpa terá acesso restrito em nosso mundo íntimo.  

O arrependimento se distingue da culpa. O arrependimento se manisfesta quando tomamos ciência de que sabíamos fazer algo melhor e não fizemos, enquanto que a culpa é prepotência daquele que crê que “deveria ter agido melhor”, que "deveria ter previsto anteriormente os problemas atuais", porém não fez propositadamente, porque seu senso crítico era inexpressivo, não possuía consciência individual e coletiva, nem auto-reflexão; em outras palavras, sua consistência evolutiva era limitada.

A raiz da culpa é o nosso imenso orgulho e as expectativas absurdas “de como nós e os outros deveriam ser, de como deveríamos nos comportar diante dos fatos e acontecimentos”. Há culpas e culpas...

Quem se arrepende abandona a culpa, pois não mais aprova os velhos comportamentos e atos imaturos. Todavia não se auto-castiga pelo fato de não ser perfeito, nem causa a própria ruína física ou emocional, abandonando-se num mar de lamentação e pesar. Ao contrário: assume a responsabilidade de seus erros e evita repeti-los; ao mesmo tempo, abranda seu julgamento e perdoa a si mesmo.

Tudo aquilo que nos parece negativo é apenas um “caminho preparatório” para alcançarmos um bem maior e definitivo. Mesmo os comportamentos que  acreditamos nos levar aos caminhos do mal não deve ser visto como perdição eterna, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser experiências compensatório e de aprimoramento a longo prazo.

Cada culpa, cada pessoa. Cada pessoa, cada culpa. Use os erros e desacertos para seu crescimento interior. Aprenda com suas culpas e eleve-se para a Vida Maior. Em se tratando de culpa, cada qual deve fazer uma auto-análise, é sempre proporcional a cada consciência.


Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)


29 de outubro de 2012

Perante a Dor


Nossas dores podem ser analisadas como fonte de aprendizagem ou cárcere de lamentação. Posturas de vítimas perante as dores. Elas surgem para que possamos perceber o que precisamos melhorar ou reformular interiormente.

Dificuldades e conflitos são materializações de atos e atitudes íntimas que precisam ser reavaliados. Portanto, não  tomemos  posturas de vítima perante as dores; antes busquemos em nós mesmos as causas que as motivaram.

Quem vive se justificando diante do sofrimento não quer renovar-se, e quem se acomoda transforma as dificuldades em conflitos da existência um verdadeiro tormento.

Talvez a falta de flexibilidade seja a causa primária de muitos de nossos desajustes. A vítima não quer ver a  realidade, o equívoco e os limites humanos; simplesmente veste o “manto da infelicidade” e culpa o mundo que a rodeia.

Criaturas flexíveis e abertas utilizam-se de atitudes experimentais, jamais definitivas. Fazem novas “leituras de mundo” e reavaliam  ideias  diante da dor e ideais, sempre que surjam novos fatos ou acontecimentos.

Eis a regra de ouro diante da dor: "jamais se imobilizar no tempo e nunca fechar as cortinas da janela da alma, pois isso leva a uma vida de ilusões e vazia de experiências." O amanhã existe para que não fiquemos preso no hoje.

Examinemos cuidadosamente nossas aflições; nelas estão contidos os avisos e lembretes de que necessitamos para harmonizar a nossa existência.


Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)

2 de outubro de 2012

Mágoas

Alguém nos desprezou profundamente. Lançou sobre nossa alma o punhal da ironia. Julgou-nos impiedosamente, afirmando que o fracasso era destino fatal em nossa vida. Olhou-nos com desdém e, com leve sorriso sarcástico, deu-nos as costas como se não tivéssemos nenhuma importância. Nesse momento, nosso peito se inflamou pela dor descaso, o coração ardeu envolvido numa estranha aura de desamparo.

A mágoa pode surgir por muitos motivos, entre os quais por:
  • rompimento afetivo;
  • maledicência sobre a vida sexual de alguém;
  • preconceito determinado por idade e trabalho;
  • ingratidão dos filhos;
  • abandono de amizades queridas;
  • traição amorosa;
  • discriminação social;
  • exclusão motivada por raça, cor e credo religioso.
Aliás, ninguém consegue viver sem nunca se magoar com alguém ou com certas ocorrências. Na realidade, a mágoa é uma das muitas emoções humanas. Só não se emocionam os corpos inanimados, visto que as emoções nas criaturas vivas revelam a importância que elas dão a si mesmas, aos outros e aos acontecimentos. Se nada nos importasse, nunca teríamos mágoa, mas isso é impossível - a "importância" que damos a tudo que existe medo o grau de sentimento que possuímos por algo ou alguém.

Aconselhar uma pessoa ofendida a imediatamente esquecer, não se magoando com a ofensa, seria o mesmo que pedir-lhe que agisse como se a agressão nunca tivesse acontecido. Pode ser uma ideia equivocada a de "nunca se magoar e sempre esquecer", pois a não-aceitação de uma emoção real resulta no seu deslocamento para coisas fora do mundo interior - o fato desagradável fica focalizado no exterior, e a verdadeira causa da emoção permanece no escuro. Essa postura comportamental recebe o nome de ocultação dos sentimentos ou repressão.

Conseguiremos trabalhar melhor nossas mágoas não as reprimindo nem as intensificando, e sim desprendendo-nos, desligando-nos, ou melhor, colocando-nos a certa "distância mental/emocional" dos fatos ocorridos e das pessoas que neles se envolveram.

No entanto, isso não significa que devemos nos afastar hostil e friamente, viver alienados e impermeáveis aos problemas ou nos deixar de importar com tudo o que aconteceu, mas que podemos viver mais tranquilos e menos transtornados par analisar e, por conseqüência, concluir que as situações e os acontecimentos que nos cercam são reflexos ou criações materializadas dos nossos pensamentos e convicções.

Acreditamos que, ao fazer o proposto "distanciamento psicológico", teremos sempre mais possibilidades para perceber o processo interno que há por trás de toda mágoa. Não se magoar é impossível, mas perpetuar ou ignorar o fato desagradável pode ser comparado ao comportamento do escorpião que, quando enraivecido, inocula veneno em si mesmo com o próprio ferrão.

Perdoar não significa apenas esquecer as mágoas ou mesmo fechar os olhos para as ofensas alheias. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compressão e aceitação dos sentimentos humanos, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes do agir corretamente.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed) 



28 de setembro de 2012

Medo

O medo pode ser definido como um estado psíquico de inquietação constante, agitação ou impaciência diante de um perigo real ou imaginário.

O medo racional é saudável e necessária em nossa vida. Ele nos protege de nossa impulsividade e de nossos atos irrefletidos. No entanto, quando o medo é patológico, torna-se destrutivo e tem como resultado a imobilidade de nossas forças mais íntimas.

Eis alguns sintomas emocionais de temores que nos complicam a existência:
  • Agitação mental - incapacidade de relaxar e silenciar internamente, sendo preciso reler a mesma página diversas vezes.
  • Pessimismo e insegurança - hesitação pertinaz em face não só das grandes como também das pequenas decisões existenciais.
  • Dissociação mental - esquecimento constante das coisas mais naturais e simples do cotidiano.
  • Agressividade exagerada - irritação contínua com tendência a atacar gratuitamente os outros com ofensas e insultos.
  • Vulnerabilidade - sensação freqüente de melancolia, com choro fácil e atmosfera de perseguição contumaz.
  • Comportamento compulsivo - uso de atos ritualísticos propensos ao perfeccionismo; início de várias atividades ao mesmo tempo, sem término de nenhuma.
  • Aura de fracasso - desculpa por qualquer coisa e sentimento de humilhação constante na frente dos outros.
  • Falta de motivação - crises de perda de interesse pela vida; sensação de desânimo.
  • Mente exaurida - isolação da vida social. A criatura só executa o que é estritamente necessário para a sua manutenção diária.
Não podemos afirmar que todos esses sintomas estão relacionados apenas com o medo, mas, quando algum deles ocorrer, é necessário estarmos alerta, pois o medo pode estar servindo de base às nossas emoções e atitudes perante a vida.

No Espiritismo, encontramos as ferramentas essenciais e as técnicas sensatas para utilizar o medo na proporção certa e apropriada diante de cada fato ou acontecimento que tivermos de enfrentar.

O temor pode ser um ácido que venha consumir desnecessariamente nossas energias vitais. Entretanto, não podemos esquecer que "Se Deus está conosco, quem estará contra nós?".

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed) 



29 de julho de 2012

Conflitos Existenciais: O Porquê do Sofrimento

Enquanto estiveres identificados com as nossas mentes o sofrimento será inevitável. Refiro-me aqui ao sofrimento emocional, que é também a causa principal do sofrimento físico e da doença. O ressentimento, o ódio, a autopiedade, a culpa, a raiva, a mágoa, a depressão, o melindre, o ciúme, a inveja, a arrogância, a prepotência e até mesmo uma leve irritação são formas de sofrimentos. Sem falar dos dois piores: o orgulho e o egoísmo, que são a chaga da humanidade. 

Em qualquer prazer ou forte emoção contém em si a semente do sofrimento. É o inseparável oposto, que se manifestará com o tempo. Quem já tomou bebida alcoólica ou droga para ficar "alto" sabe que o alto se transforma em baixo, que o prazer se transforma em alguma em alguma forma de sofrimento. A maioria das pessoas também sabe, por experiência própria, como uma relação íntima pode se transformar, de modo fácil e rápido, de fonte de prazer em fonte de sofrimento.

Vistas de uma perspectiva mais ampla, tanto a polaridade negativa quanto a positiva são lados de uma mesma moeda, são partes de um sofrimento que está oculto, inseparável do estado de consciência identificado com a mente. Por isso a necessidade de substituir os pensamentos negativos pelos positivos.

Existem dois níveis de sofrimento: o que você cria agora e o que tem origem no passado, que ainda vive em sua mente e no seu corpo. Deixar de criar sofrimento no presente e dissolver o sofrimento do passado - é sobre isso que desejo falar com você agora.

A maior parte do sofrimento humano é desnecessário. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a vida. O sofrimento que sentimos nesse exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é.

No nível do pensamento a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o momento atual, e isso depende da intensidade que nos identificamos com a nossa mente. A mente procura sempre negar e escapar do agora, por isso lhe digo: não fique preso nem ao passado, nem ao futuro. Viva o presente, esteja presente de corpo e alma no agora. Viver preso ao passado e ao futuro, principalmente as lamentações, vai acarretar vários transtornos, como culpa, mágoa, ansiedade, estresse, depressão.

Em outras palavras, quanto mais aceitamos e respeitamos o agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento. Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não dedique tempo mais do que necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida.

Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo que você tem. Faça do agora o foco principal da sua vida. Renda-se ao que é. Diga "sim" para a vida e veja como de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor. Diga sim a você mesmo.


19 de julho de 2012

Culpa

Geralmente decorre de uma sanção interna por algo feito em desacordo com princípios pré-estabelecidos. Resulta da inadequação entre o ato e a norma. Nem sempre se trata de uma atitude, idéia ou sentimento em desacordo com as leis de Deus. Algumas vezes se deve à forma como o indivíduo, face as influências da cultura e do meio social, se sente ou se posiciona. Pode-se sentir culpado por alguma coisa que, se vista sob outro ângulo, teria outra conotação. Ao invés da culpa, nesse caso, seria mais adequado a responsabilidade pessoal sobre o ato cometido.

A culpa é a impressão da responsabilidade que se assume diante de uma ocorrência passada, sem, no entanto, a coragem de resolvê-la. Muitas vezes a pessoa se sente impotente para solucionar o conflito do qual se atribui a autoria.

Liberar-se da culpa é colocar-se diante das conseqüências dos atos com a disposição de resolvê-los corajosamente. Muitas vezes, as conseqüências não são tão drásticas como pensamos, visto que antevemos punições que também estão contaminadas pelos valores morais e sociais de cada época.

Todas as atitudes que o ser humano tem, por mais vis que sejam, podem não deixar culpa quando, ato contínuo a realização, advém o trabalho sincero de reparar-lhes as conseqüências danosas a si e aos outros. Não basta o arrependimento nem a realização de outro ato compensatório, pois o trabalho de reparação requer retornar-se às causas geradoras do que foi feito. O processo de reparação não é punitivo ou compensatório, mas sempre educativo.

Para a eliminação da culpa é preciso aprender a não fazer mais o que se fez e internalizar a lei de Deus que não se conhecia, antes de se cometer o ato equivocado.

Diante da culpa e com consciência plena de ter feito algo inadequado, algumas atitudes psicológicas e práticas são recomendáveis, considerando-se que a mente se auto-regula para enfrentar as possíveis conseqüências.

Do ponto de vista psicológico, quando cometemos algo que acreditamos em desacordo com alguma norma, instalamos automaticamente o processo de culpa. Abrimos, dessa forma, uma porta para que algum evento externo venha conectar-se a essa "permissão". Quando a culpa é inconsciente, leia-se, oriunda de vidas passadas, algum evento ocorrerá para que reparemos o equívoco.

A psiquê fica vulnerável à ocorrência de um evento externo para que o sistema entre em equilíbrio, e se feche a porta que foi aberta. Esse evento externo não necessita da ação de outra pessoa, que pode, por livre arbítrio, infelizmente, tornar-se o "justiceiro" de nosso destino. Neste caso, estará abrindo alguma porta que exigirá um evento correspondente, para seu próprio equilíbrio.

O trabalho de reparação dos equívocos cometidos, conscientemente ou não, pode ser feito sem que o espírito venha a sofrer. Para tanto deve:

  1. Formular detalhadamente o equívoco cometido;
  2. Enumerar todas as razões pessoais, sejam condenáveis ou não, que levaram ao ato;
  3. Enumerar outras maneiras que poderiam ter sido utilizadas para a realização daquele ato;
  4. Identificar atitudes, pensamentos e sentimentos que gostaria de evitar fazer de novo;
  5. Verificar em que leis espirituais, das constantes nos próximos capítulos, você "tropeçou";
  6. Estabelecer um plano exeqüível em que você agora aja de acordo com cada lei que contrariou por atuação indevida ou desconhecimento;
  7. Submeter suas conclusões a outra pessoa.
As culpas são processos que permitem a instalação de obsessões, quando não nos confessamos a nós mesmos, a alguém e a Deus. Tornam-se perigosas companheiras psíquicas na medida que desejamos ser punidos.

Às vezes, a culpa é tão forte que chegamos a somatizar processos físicos dolorosos de reparação. Algumas doenças, até mesmo a síndrome de pânico, podem se originar das culpas não trabalhadas. Na culpa, o ego submete-se ao complexo de rejeição e de autoflagelação.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia



9 de julho de 2012

Mágoa

A mágoa é uma mancha na consciência que nos impede de crescer para onde queremos, pois ela aponta para um evento passado. É o não esquecimento da atitude de alguém a quem outorgamos inconscientemente a responsabilidade sobre nosso destino.

É o ressentimento que se tem de alguém por se considerar ofendido pela pessoa. Sentir-se magoado, e não procurar resolver a situação com o outro, é adiar a possibilidade de avançar na Vida. Só cresce e se liberta de seu passado quem compreende e perdoa o outro, esquecendo a mágoa sem humilhá-lo.

O remédio para a mágoa é a compreensão da atitude do outro considerando-se que também seria capaz de cometer o mesmo equívoco. Essa compreensão é o primeiro passo para o perdão. Perdoar e esquecer o equívoco do outro só é possível quando se percebe que o erro cometido só prejudica a seu agente.

Permitir-se abrigar a mágoa na consciência, ou mesmo deixá-la livre no inconsciente, são formas de não olhar para a própria sombra, e de ampliar o complexo de superioridade. Não olhamos para a própria sombra quando preferimos manter o sentimento de mágoa sem nos perguntar o que em nossa personalidade foi atingido e que necessita ser trabalhado. Por detrás da mágoa há o sentimento de orgulho ferido. A instalação desse sentimento permite a sedimentação da raiva e do desejo de desforra, que, muitas vezes, atinge pessoas que em nada contribuíram para o problema que gerou a mágoa.

O sentimento de raiva aumenta o nosso desejo inconsciente de ser melhor do que somos, pois ele alimenta o ego em sua inflação. Devemos aprender a separar a pessoa de sua própria atitude; a atitude é o momento, a pessoa contém um conjunto de emoções, idéias e experiências.

O caminho para a dissolução da mágoa é o diálogo maduro com o outro sem o desejo do reconhecimento obrigatório de seu equívoco. Deve-se considerar que, às vezes, não houve a intencionalidade, ou as circunstâncias em que se deram o fato não permitiam outra forma de atuação por parte da pessoa, além da possibilidade de, nós próprios, darmos uma dimensão superlativa a algo que pode não ter ocorrido.

Muitas mágoas que guardamos se transformam em núcleos psíquicos de difícil erradicação e que contribuem para petrificar nossa maneira de ser no mundo. Quanto mais deixamos de resolver nossas mágoas, elas se acumulam vida após vida, tornando-nos pessoas anti-sociais e superficiais. O espírito acumula a cada encarnação os aspectos da personalidade experimentados nas anteriores, pois ninguém se liberta de si mesmo sem um trabalho efetivo de transformação.

Sair da mágoa, deixando o coração disponível para o amor em plenitude é libertar-se das amarras do orgulho e da insegurança. O equilíbrio psíquico do espírito requer liberdade para sentir, sem os vínculos negativos proporcionados pela mágoa.

Cada sentimento negativo que não resolvemos transforma-se em carma a ser experimentado. A morte não resolve nossos problemas, pois apenas nos transporta de uma realidade a outra. Levamos para o outro lado da Vida, o que somos, que resume o que sentimos, o que pensamos e o que fazemos. Cada sentimento se constitui numa forma de percepção de uma experiência, da qual extraímos as leis de Deus.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia


5 de julho de 2012

Drogas

Por mais comum que possa parecer e mais legal que seja ou venha a ser, como o é em alguns países, o uso de substâncias alucinógenas para fins que não sejam psicoterapêuticos e por indicação médica, será sempre uma fuga e um alienante para o indivíduo.

O problema das drogas, mais afeito à adolescência e à idade adulta jovem, é um mal que se assemelha ao do álcool, que também pertence à mesma categoria dos estupefacientes.

Com dificuldade para enfrentar a realidade, o ego busca, através das drogas, um meio de ausentar-se da responsabilidade de enfrentar suas próprias dificuldades, exteriorizadas nos embates da Vida. Toda droga, lícita ou não, retira o indivíduo da obrigatoriedade de ser consciente de seus processos.

Por vezes, motivados pela imitação e pela necessidade de auto-afirmação, além do trabalho insidioso de pessoas inescrupulosas que tenam levar ao outro sua própria fuga e seu delírio, indivíduos inseguros e indecisos iniciam sua entrada pelo submundo da droga a caminho da alienação da própria realidade. É um caminho de difícil retorno devido à sensação de entrada num paraíso de prazer e de realização momentânea. Nesse caminho se encontram não só encarnados como desencarnados com desequilíbrios mentais, promovendo a proliferação de uma indústria de ilusões patológicas. Não é difícil entrar por ele, porém quando se consegue sair, nunca se é o mesmo do início, pois a dor, a sombra, os complexos e toda a gama de perturbações dos alienados, acompanham o indivíduo por muito tempo.
Diante do indivíduo viciado não é difícil perceber alguém insatisfeito consigo mesmo e com a própria Vida que leva, independente de seu bem estar material. É sempre alguém que não conseguiu realizar-se em algum campo, daí sua frustração levá-lo ao prazer passageiro, sempre à espera de uma dose mais forte.

Quando queremos auxiliar alguma pessoa que se viciou em drogas, mesmo àquelas que nos pareçam mais fracas ou socialmente aceitas, devemos adotar a compreensão e a tolerância, desde que não existam situações em que se deva tornar outras atitudes sérias.

O viciado é uma pessoa dividida, incompleta e carente em vários níveis. Requer atenção e deseja ser ouvido sem a crítica social costumeira. Para ele o diálogo é a chave, porém não pode ser no tom que normalmente a sociedade emprega. Deve ser revestido de amorosidade e compreensão. No fundo ele não quer ser discriminado e deseja ser reconhecido nas suas capacidades, isto é, impulsionado à realização pessoal. Suas habilidades devem ser reconhecidas e estimuladas para que as utiliza a serviço da própria Vida.

Muitas vezes o viciado é um adolescente com pais cujo esforço não funcionou adequadamente, isto é, não houve estímulo suficiente para que resolvesse os conflitos naturais da idade. Quando ele precisou da compreensão, encontrou dificuldades para que o diálogo ocorresse.

Quando o indivíduo deseja sair do submundo da droga é mais fácil a cura, pois a descoberta do motivo de seu uso será um grande passo para o restabelecimento da personalidade. Há que se chegar ao cerne da questão. Deve o indivíduo perguntar-se: o que pretendo compensar com esse mal que me aflige? Descoberto o objeto de compensação deve-se buscar resolvê-lo sem a necessidade da auto-agressão provocada pelas drogas.

Da mesma forma que com o álcool, junto aos usuários de drogas vamos encontrar um sem número de viciados desencarnados que se comprazem absorvendo os fluidos dos encarnados durante suas "viagens" para a "terra do nunca".

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia

*Leia também: Dia Mundial sem Tabaco

3 de julho de 2012

Alcoolismo

É um estado patológico que retira o dinvíduo do contato com as agruras que percebe em torno de si mesmo. O álcool é colocado com o intuito de preencher alguma falta consciente ou inconsciente que o indivíduo não consegue suprir por outros meios. É em geral uma síndrome para a qual concorrem vários fatores psicológicos, dentre eles a carência afetiva, a impotência diante da Vida, a incapacidade de aceitar seus próprios limites, etc.

Suas raízes também se encontram na relação paterna, visto que é o pai quem provê os filhos do discernimento necessário na solução de conflitos. É, em geral, ele quem prepara e impulsiona o filho para vencer as dificuldades externas. A ausência do pai na relação com os filhos pode provocar essa dificuldade em lidar com o mundo e tudo que ele representa para o espírito, com sua complexidade cada vez mais crescente.

Diante do alcoolista deve-se ter muita paciência e tolerância face ao embotamento afetivo provocado pelas doses casa vez mais altas que se permite tomar. É um doente como todos aqueles que se tornam usuários de drogas. O álcool se torna sua válvula de escape e fuga da realidade, tendo em vista sua forma de encará-la, como extremamente agressiva e implacável diante de um ego frágil e perdido. Falta-lhe alguém que lhe possa fortalecer e tornar-se momentaneamente seu referencial para que saia da confusão em que se encontra.

As pessoas que convivem com o alcoolista devem buscar ajuda nos campos espiritual, psicológico e médico, para conviverem com o doente, principalmente durante as fases agudas e crises de agressividade ou de alheamento da Vida.

A família deve recorrer à necessidade de conhecer e compreender qual o problema causador da busca pela fuga do álcool e tentar auxiliar o doente na solução daquele problema, que sozinho ele não tem conseguido resolver. Qualquer que seja o problema gerador, a afetividade para com o doente é o principal fator que propicia o início da cura, cujo processo, muitas vezes, é lento e difícil.

Às vezes, ao doente, aliam-se espíritos também alcoolistas que dificultam as tentativas de ajuda. Nesse sentido deve-se recorrer a tratamento especializado tendo em vista a gravidade do problema.

O alcoolista, nas fases de sobriedade deve se conscientizar de seu estado patológico e recorrer a ajuda especializada nos vários campos citados, pois, muito provavelmente, sozinho terá extrema dificuldade em sair do processo de dependência. Deve, também, voltar-se para dentro de si mesmo, tentando identificar qual é efetivamente seu vazio, isto é, o que está faltando em si mesmo e que está sendo suprido pelo álcool. Questionar-se a quem recorrer para se fazer entender, visto que, seu problema pode ser mais simples do que imagina e, certamente, alguém pode já ter passado por ele e possa lhe trazer alguma solução.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia


1 de julho de 2012

Crise Financeira

Diante de uma crise financeira não há outra alternativa senão buscar ampliar a capacidade de trabalho. Deve-se perguntar também, qual o motivo da crise, isto é, se ela é corrente da incompetência em administrar a própria vida financeira, gastando mais do que tem ou do que pode conseguir ter. 

Nem sempre dever a alguém ou a alguma instituição é um problema, desde que se tenha capacidade de apgar no prazo combinado. Problema é permitir que vire uma bola de neve o acúmulo de dívidas. Esse comportamento pode ser repetitivo, não só na encarnação como algo que se arraste pelas várias vidas do espírito.

Dever também pode ter como causa problemas macro-econômicos alheios à vontade do devedor e, por esse motivo, contitui-se em prova pela qual deve passar. Nesse caso o devedor procurará seus credores a fim de renegociar suas dívidas, tranqüilizando-os quanto à sua disposição em honrar sua dívida real, no tempo possível, além de continuar, pelo trabalho, tentando vencer as dificuldades que afetam sua subsistência.

Muitas vezes o surgimento de dívidas decorre da necessidade de atender à vaidade de ter, em detrimento do ser. Os objetos de desejo tomam o lugar do vazio existente na própria personalidade.

Diante da compulsão em comprar é adequado manter-se consciente dos prejuízos decorrentes do vazio interior por falta de objetos superiores na Vida. A falta em relação ao compromisso de pagar a alguém pode gerar carma negativo para encarnações futuras.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia

*Leia também: Herança

30 de junho de 2012

Infidelidade Conjugal

O problema da infidelidade deve ser colocado na ordem das insatisfações humanas. Quando se é infiel a alguém é por que se está insatisfeito consigo mesmo. Às vezes, pensa-se que a insatisfação é com o outro, porém ela decorre das expectativas criadas, acreditando-se que deveriam ser correspondidas, ou mesmo que o outro é obrigado a atender o que projetamos nele.

Em muitos casos, repete-se um padrão de comportamento em face das influências exercidas pela relação que com os pais teve. Às vezes, para atingir o anseio do encontro com uma mulher semelhante à mãe, ou a outra pessoa que lhe tenha atingido o coração, fruto da relação que existiu entre eles no passado reencarnatório, o indivíuo se vê diante de buscá-la a qualquer preço.

Semelhante ocorrência pode se dar com a mulher em relação a seu pai ou a alguém que tenha lhe marcado o sentimento em vidas passadas. Assim sendo, mesmo tendo um compromisso, por não se sentir atendido em suas necessidades emocionais, a pessoa vai em busca, muitas vezes de forma insaciável, de outro que lhe atenda.

A dificuldade em aceitar o vazio de uma relação ou mesmo a insatisfação com o curso que ela vem tomando, por falta de diálogo, provoca no indivíduo a procura por relações amorosas compensatórias. Muitas vezes a infidelidade não é notada pelo cônjuge face à dificuldade de conhecer realmente quem é o outro com quem convive, e, pela culpa, aquele que é infiel tende a compensar melhorando sua relação marital.

O diálogo, e quando efetivamente se ama o outro e se pretende investir na relação, a compreensão do ocorrido, dentre outros atores, podem fortalecer o relacionamento e evitar a separação. O valor da relação pode superar o trauma da traição e fazer com que ela seja repensada em outras bases. Neste caso, quando há consenso e interesse, a relação continua. Noutros casos, face ao conflito instalado, a separação torna-se inevitável. De qualquer forma, para que não se instale um carma entre ambos, deve-se aprender a diluir as mágoas, permitindo a si próprio e ao outro o refazimento de suas vidas em outras bases relacionais. É fundamental perdoar o outro e seguir a Vida adiante.

Quem quer que tenha passado pelo processo de se sentir traído sabe que a primeira coisa em que se pensa é saber quem é o culpado. Porém, o mais adequado a ser feito é olhar para si mesmo e descobrir o que está faltando em sua própria personalidade. Depois, buscar estabelecer um outro tipo de relação com a pessoa com quem convive, autor da infidelidade.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia

28 de junho de 2012

Insegurança

A insegurança é um mal que está na base de outros males, pois decorre da incapacidade de se perceber ligado a Deus, conectado com o Universo. A sensação de não estar vinculado a alguma coisa ou de não ter um referencial em que se possa sentir seguro, promove insegurança. Quando assim nos sentimos, ativamos outros complexos que possibilitam o surgimento, muitas vezes sutil, dos medos, os quais nos impulsionam a atitudes inadequadas.

Ser inseguro é, consciente ou inconscientemente, antever um futuro não muito gratificante, dando lugar ao pensamento pessimista. A insegurança gera a indecisão perante aquilo a que nos achamos incompetentes para realizar. Muitas decisões, por aquele motivo, acabam exigindo uma grande quantidade de energia psíquica por parte do indeciso. Ele se desgasta e continua incapaz de tomar novas decisões, visto que a insegurança permanece latente. 

O inseguro deve se munir de elementos psicológicos que calcem suas estruturas psíquicas, para que não mais se sinta desligado da grande unidade da Vida. Sentir-se conectado e participante de um macro-processo coletivo de crescimento, possibilita ao indivíduo mais segurança e tranqüilidade para dar seus passos na direção de sua própria evolução espiritual.

Estar seguro de si é ter garantias quanto ao seu próprio futuro, de saber que será bem sucedido e que nada lhe acontecerá que não possa suportar ou vencer. É ter confiança na própria capacidade de superar os obstáculos do caminho e da ajuda da própria vida em seu favor, seja através de amigos ou de espíritos desencarnados. Confiar é fiar com, unindo esforços junto a outros que possam contribuir coletivamente com nosso processo e nós com o de cada um deles.

Vencer a insegurança é aprender a perder, a lidar com a derrota como uma forma de lição que a Vida nos oferece e a acreditar que amanhã certamente será melhor que hoje. Nesse sentido, o otimismo é desejado ao inseguro, sem que ele perca a percepção da possibilidade de derrota.


Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia