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Psicósmica

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10 de abril de 2013

Crianças Índigos e Cristal


Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras “índigas” (aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.

Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.

Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.

Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.

Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.

Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.

Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.

Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:


Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...


E para completar, quem se interessa pode assistir esse vídeo que Divaldo F. também explica:


Fonte: Neurociências em benefício da educação

7 de setembro de 2012

Anjos

Anjos são espíritos puros, mensageiros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. É errônea a opinião dos que admitem a existência de seres criados efeitos e superiores a todas as outras criaturas, pois eles também percorreram os graus da escala evolutiva.

Toda criatura de Deus carrega na consciência a lei divina, afirmam os Benfeitores de Luz a Allan Kardec. e da mesma maneira "o Senhor declara: Pondo as minhas leis nos seus corações e inscrevendo-as na sua mente".

A expressão "consciência", utilizada pelos Mentores do Bem, tem o mesmo significado de "Espírito", visto que, se as leis divinas ou naturais estivessem unicamente na área consciencial do ego, não teríamos maiores dificuldades de entendê-las ou colocá-las em prática.

Espíritos angelicais possuem a consciência plena de luminosidade e, por consequência, as leis de Deus nela contidas se revestem do mais alto grau de clareza.

Por metáfora, anjos podem ser designações das próprias leis divinas agindo para a harmonia do Cosmo.

A "consciência iluminada" é a salvação das almas, e o "Reino dos Céus" não despertará em nosso mundo interior se estivermos atrelados a padrões externos - pessoas, formas ou objetos modelados.

À proporção que caminhamos no fluxo divino, seres angelicais nos protegem e intervêm em nossa vida como instrumentos da onipresença, onisciência e onipotência do Criador.

Existe uma Determinação Universal, e ela sempre se faz presente, apesar de não a compreendermos. O desejo de Deus sempre está bem perto, dentro e, ao mesmo tempo, em volta de nós.

Os anjos assemelham-se a sóis cujos raios resplandecentes são comparados às leis celestiais que a tudo vêem e provêem. Espíritos puros emitem os clarões luminosos da compaixão, do trabalho, da humildade, da igualdade, do progresso, da fraternidade, da naturalidade, da libertação, da justiça, do amor e da generosidade.

Nosso anjo benfeitor tem a força exata da energia do bem que existe em nós. O escudo que nos protege contra as batalhas existenciais tem firmeza, consistência e compacidade diretamente proporcionais à qualidade de nossos atos e atitudes íntimas.

Por vezes, o apoio de Deus através dos seres angélicos é silenciosos e imperceptível, mas vale lembrar que, nesse auxílio providencial, se incluem as nossas tarefas diárias de responsabilidade e prudência. Essa parcela cabe a nós, no entanto isso não quer dizer que devemos tentar controlar o curso do destino, acreditando que a Consciência Cósmica passou por nós sem nos perceber.

Anjos estão "de guarda" ou anjos estão "descuidados", em perfeita simultaneidade de tempo e/ou espaço da própria "guarda" ou "distração" interior.

A aparência e as vestes que atribuímos às almas sublimes são perfeitamente ajustadas aos nossos valores, crenças, conceitos ou graus de religiosidade.

Dentro de cada um de nós, existe um sol (anjo) em formação, cujos feixes luminosos (leis divinas) já começam a se revelar. Anjos são energias de luz que auxiliam as criaturas pelas mãos do Criador.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)



23 de julho de 2012

Espíritos

Lidar com o espiritual sempre deixou o ser humano, de certa forma, perturbado, face aos fatores que envolvem as crenças a respeito de sua existência. Na maioria das vezes, associa-se os espíritos e tudo que se correlaciona com eles, à morte e ao sobrenatural. Por esse motivo, toda temática envolvendo os espíritos ainda provoca perturbação na maioria das pessoas.

Às vezes, permitimos que nossos sentimentos em relação às pessoas que já faleceram, pelas quais nutríamos afeição e amor sinceros, se transforme em medo e pavor, por que não aprendemos a lidar com o assunto. A psiquê se contamina pelas crenças e valores ultrapassados, impedindo que sentimentos de ordem mais elevada sejam expressos.

Quando alguém que conhecíamos morre, trazemos de volta os mesmos sentimentos de quando morremos em vidas passadas. Isso permite que aflorem as impressões antigas a respeito de espíritos e de "mortos".

Por mais que se queira negar a influência dos espíritos, não é possível precaver-se de sua presença psicológica forte no psiquismo humano, determinando e alterando nossas atitudes. Mesmo que sejam considerados fantasias, tendem a ocupar o lugar deixado pela ausência de sabedoria em lidar com sua realidade ou com a probabilidade de sua existência.

Por vezes, afastamos nossos filhos dos temas que se relacionam com espíritos, por acreditar que eles não têm maturidade para encarar a questão. Afirmamos isso como se tivéssemos o que negamos neles. Projetamos nas crianças nossa dificuldade real em lidar com o assunto.

O que se relaciona com espíritos não deve ser tomado como objeto de crença ou de responsabilidade das religiões, mas como uma questão crucial para o ser humano, em face da necessidade da psiquê responder às suas indagações sobre a morte. A questão é crucial ao ego, pois enquanto ele não se satisfaz com uma resposta plausível sobre sua sobrevivência, permanece inquieto, necessitando de alguma compensação que transforma o que deveria ser simples num problema grave.

Temer os espíritos é temer a si mesmo, declinando do dever de resolver uma questão psicológica séria, que, quando satisfeita, liberta a psiquê para mobilizar suas energias a serviço do processo de realização pessoal. A Vida, tomada em seu sentido mais amplo, envolvendo a imortalidade do espírito, requer uma nova definição sobre a existência.

Diante da necessidade de lidar com espíritos e suas manifestações mediúnicas, devemos ter consciência de que estaremos enfrentando nossas próprias questões internas e, quando amadurecemos na relação com eles, resolveremos os cruciais problemas da existência humana. O ser humano nunca será o mesmo após internalizar a existência real dos espíritos que, como nós próprios, continuam vivendo após a morte do corpo físico.

Do ponto de vista psicológico, devemos estabelecer uma relação com os espíritos de forma madura e equilibrada, sem transformá-la em algo sagrado e do domínio da crença. Os espíritos são seres como nós, aos quais não cabe reverência ou manipulação, pois se assim o fizermos a psiquê inconsciente tenderá a estabelecer uma relação objetiva com os complexos que se vinculam à temática do sobrenatural.

O ser humano maduro tratará a relação como outra qualquer que se tem com pessoas, sem desprezá-la, banalizá-la ou sacralizá-la, pois se dessa forma proceder-se estar-se-á permitindo que ela se torne o que conscientemente não se deseja, isto é, mais um problema, ao invés de ser a solução.

Mesmo que deixemos a relação com os espíritos no campo da crença, temos que ter o cuidado de trabalhá-la para que não tenha a conotação psicológica de terreno perigoso ou fora da realidade da consciência. O assunto requer percepção da situação do ego e de seus medos e valores.

Referência: Psicologia e Espiritualidade de Adenáuer Novaes, Fundação Lar Harmonia