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17 de maio de 2013

Meus enteados não me aceitam


Tenho dois enteados, faço tudo por eles e mesmo assim eles não me aceitam. Isto é natural? Como reverter esta situação?

"O vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada" 

Resposta: O casamento, por si só, pede mais que amor para durar. É preciso uma boa dose de elasticidade ou flexibilidade - como quiser chamar - para semear a planta que agora nasce: não é mais só você, nem só seu marido: é a relação de vocês. O que diremos então dos recasamentos?

Confusos pelo sofrimento do divórcio, os que avançam na direção de novos relacionamentos esperam encontrar felicidade na segunda vez. Mas quando se trata de misturar os filhos de casamentos anteriores, a segunda vez é a primeira.

Os participantes dessa história não tiveram tempo para garantir um vínculo coeso no casamento. Os filhos já estão aí. É preciso trabalhar todas as questões ao mesmo tempo.

A formação de uma família por recasamento não é verdadeiramente uma mistura de famílias. Embora seja bom querer ser "uma grande família feliz", a maioria das famílias realmente felizes é constituída de muitas partes, subgrupos distintos que precisam de tempo para partilhar confidências, brigar e compor, resolver problemas, trabalhar em projetos e funcionar juntos. Há indivíduos com suas identidades e fronteiras a serem respeitadas. É preciso cuidado e tato.

Essa é a primeira grande dica que tenho pra te dar: entender o funcionamento e considerar a história existente antes de vocês, às vezes não é suficiente. É preciso aguentar, esperar sua vez e respeitar as lealdades anteriores entre pais e filhos. Não fazer isso é um grande erro que muitas famílias recasadas cometem, na ânsia de acertar e conseguir afeto.

Outro ponto importante é não fazer de tudo para ser aceita rapidamente. Nada acontece de forma brusca. Os filhos do divórcio têm pensamentos realmente assustadores. Eles viram seus pais deixar de amar um ao outro. A possibilidade de abandono os aterroriza. A competição com a nova família é bastante séria. 

O papel da madrasta não é simples pela visão dos filhos do marido num primeiro momento. Quando esse homem decide se casar, a mulher que está entrando em sua vida vai trazer novos hábitos, crenças e pessoas. Não existe família instantânea. Isso implica tempo de convivência. O vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada. É um vínculo difícil de ser construído porque a relação é sobrecarregada por muitos tabus. 

Em contrapartida, as famílias por recasamento são muito mais ricas em possibilidades - de competição, conflito, ciúme, ressentimento e amor renascido. As rivalidades familiares que surgem entre padrastos e enteados e entre irmãos e irmãs de um novo casamento, são apenas um lado do que pode ser uma série de novos relacionamentos mutuamente satisfatórios. 

As famílias são mais frutíferas do que imaginamos e em nenhum lugar isso é mais verdadeiro do que nas famílias de recasamento.

Paciência e persistência! Sempre lembrando que seu amor próprio deve ser preservado desde o início, isso vai te ajudar a seguir! No fim das contas, o que todos querem é garantia de amor.

Quatro dicas para superar dificuldade de relacionamento com enteados:
  1. Só entender o funcionamento e considerar a história existente antes de vocês, às vezes não é suficiente. É preciso aguentar, esperar sua vez e respeitar as lealdades anteriores;
  2. Não faça de tudo para ser aceita rapidamente;
  3. Seja paciente e persistente: o vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada;
  4. Seu amor próprio deve ser preservado desde o início; isso vai te ajudar a seguir em frente.
Fonte: Psicoque?



10 de abril de 2013

Crianças Índigos e Cristal


Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras “índigas” (aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.

Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.

Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.

Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.

Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.

Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.

Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.

Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:


Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...


E para completar, quem se interessa pode assistir esse vídeo que Divaldo F. também explica:


Fonte: Neurociências em benefício da educação

12 de fevereiro de 2013

Aulas de música na infância promovem melhorias cerebrais para a vida toda


Um estudo preliminar publicado pela American Psychological Association demonstrou que, mesmo que a pessoa não siga a carreira musical por muito tempo, ter aulas de música na infância trazem diversos benefícios ao cérebro, e essas melhorias continuam por décadas.

A pesquisa recrutou 70 adultos saudáveis com idades entre 60 e 83 anos que foram divididas em grupos de acordo com seus níveis de experiência musical. Os músicos tiveram melhor desempenho em testes cognitivos severos quando comparados com indivíduos que nunca estudaram um instrumento ou como ler cifras ou partituras. Os resultados foram publicados no jornal Neuropsychology.

"A atividade musical ao longo da vida pode servir como um exercício cognitivo desafiador, tornando seu cérebro mais apto e capaz de responder aos desafios do envelhecimento" comentou a pesquisadora Brena Hanna-Plady, PhD. "Como estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado, isso pode criar conexões alternativas no cérebro que podem compensar o declínio cognitivo que surge quando envelhecemos".

Muitas pesquisas já foram realizadas sobre os benefícios da atividade musical em crianças, mas este é o primeiro que extende-os por uma vida inteira, diz Hanna-Pladdy, uma neuropsicóloga que conduziu o estudo com a psicóloga clínica Alicia MacKay, PhD, no University of Kansas Medical Center.

O primeiro grupo de participantes incluia sujeitos com nenhum treinamento social, no segundo ficaram pessoas que estudaram música por um período de 1 a 10 anos e o terceiro incluia os participantes com pelo menos 10 anos de estudo de música. Todos os participantes tinham níveis similares de educação e condicionamento físico, e não mostravam qualquer sinal de Alzheimer.

Foram aplicados testes cognitivos nos participantes. Os indivíduos com maior intrução musical foram os que obteram os melhores resultados na bateria de testes, seguidos pelas pessoas com experiência musical mediana, e em terceiro lugar ficou o grupo dos não-músicos. Os músicos com bastante prática obteram scores bem maiores quando comparados aos não-músicos em testes relacionados à memória visuoespacial, nomeação de objetos e flexibilidade cognitiva (a capacidade cerebral do cérebro a se adaptar diante de novas informações). As funções cerebrais medidas pelos testes normalmente declinam com o envelhecimento do corpo. Os resultados demonstraram que o estudo e a prática musical podem auxiliar na prevenção do declínio da atividade cerebral.

Metade dos músicos de alto nível ainda tocava um instrumento na época da realização do estudo, mas eles não tiveram melhor desempenho nos testes do que as pessoas com experiência musical que tinham parado há alguns anos. Isso sugere que a duração do estudo musical é mais importante do que se os músicos continuavam tocando em idade avançada, disse Hanna-Plady. Além disso, ela complementa: "Baseando-se em pesquisas anteriores, nós acreditamos que tanto os anos de participação musical quando a idade de aquisição são críticas. Existem períodos que são cruciais para a neuroplasticidade que permite o aprendizado, o que pode tornar mais fácil aprender um instrumento musical antes de uma certa idade e que pode ter maior impacto no desenvolvimento cerebral".

O estudo preliminar foi correlacional, o que significa que maior performance cognitiva dos artistas não poderia ser ligado a seus anos de estudo musical de forma conclusiva. Hanna-Plady, que conduziu estudos adicionais sobre o tema, afirma que mais pesquisas são necessárias para explorar essa possível ligação.

Referência: Psicósmica