Você sabia que todas as doenças que temos são criadas por nós? Que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo? Leia mais!
Nossas dores podem ser analisadas como fonte de aprendizagem
ou cárcere de lamentação. Posturas de vítimas perante as dores. Elas surgem
para que possamos perceber o que precisamos melhorar ou reformular
interiormente.
Dificuldades e conflitos são materializações de atos e
atitudes íntimas que precisam ser reavaliados. Portanto, não tomemos
posturas de vítima perante as dores; antes busquemos em nós mesmos as
causas que as motivaram.
Quem vive se justificando diante do sofrimento não quer
renovar-se, e quem se acomoda transforma as dificuldades em conflitos da
existência um verdadeiro tormento.
Talvez a falta de
flexibilidade seja a causa primária de muitos de nossos desajustes. A vítima
não quer ver a realidade, o equívoco e os
limites humanos; simplesmente veste o “manto da infelicidade” e culpa o mundo que a rodeia.
Criaturas flexíveis
e abertas utilizam-se de atitudes experimentais, jamais definitivas. Fazem
novas “leituras de mundo” e reavaliam
ideias diante da dor e ideais,
sempre que surjam novos fatos ou acontecimentos.
Eis a regra de ouro diante da dor: "jamais se imobilizar no
tempo e nunca fechar as cortinas da janela da alma, pois isso leva a uma vida
de ilusões e vazia de experiências." O amanhã existe para que não fiquemos preso
no hoje.
Examinemos cuidadosamente nossas aflições; nelas estão
contidos os avisos e lembretes de que necessitamos para harmonizar a nossa
existência.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Todas as coisas que
existem no Universo vivem em regime de afinidade. Desde o átomo até os
arcanjos tudo é atração e sintonia. Nada que te alcança a existência é
ocasional ou fruto de uma reação sem
nexos. Teu livre-arbítrio indica com precisão a posição que ocupas
que no Cosmo, uma vez que cada indivíduo deve a si mesmo a conjuntura
favorável ou adversa em que se situa no momento atual.
Vieste da inconsciência – simples e ignorante – e, pela lei
da evolução, caminhas para a consciência escolhendo a estrada a ser percorrida.
Encontrarás o que buscas.
Tens a posse daquilo que deste.
Convives com quem sintonizas.
Conhecerás o que aprendeste, mas somente incorporas na
memória o que vivenciaste
Avanças ou retrocedes de acordo com a tua casa mental.
Felicidade e infelicidade são subprodutos de teu estado
íntimo.
Amigos são escolhas de longo tempo.
Teu círculo doméstico é a materialização de teus
anseios e de tuas necessidades de
aprendizagem.
Pelo teu jeito de
ser, conquistarás admiração ou desconsideração.
O que fizeres contigo hoje refletirá no teu amanhã, visto
que o teu ontem decidiu o teu hoje.
Com teus pensamentos, atrais, absorves, impulsionas
ou rechaças. Com tua vontade, conferes
orientação e rumo, apontando para as mais variadas direções. Sintonia é a base da
existência de toda alma imortal. Seja na vida física seja na vida astral, a
lei de afinidade é principio divino regendo a ti, a todos os outros e a tudo.
Observa: viver no drama ou na realidade, na aflição ou na serenidade,
na sombra ou na luz, é postura que está estritamente relacionada com teu modo
de sentir, pensar e agir.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Que queremos realmente na vida? Para que vivemos? Qual a nossa busca verdadeira? Queremos mesmo viver a vida que levamos? Queremos mesmo fazer o que fazemos? Queremos mesmo estar com quem estamos?
Há pessoas que jamais questionam sobre essas coisas porque não querem saber nada sobre si mesmas. São criaturas que agem impensadamente, sem medir o alcance de suas palavras e gestos, atos e atitudes. Não se dão conta das coisas em sua volta, não percebem as circunstâncias em que vivem. Agem de modo insensato e maquinal. São levianos e incoerentes, há neles ausência de reflexão - não têm nenhum domínio de suas faculdades naturais.
Por outro lado, não são poucos os que se satisfazem em apresentar para si e para os outros respostas prontas, regulamentadas, banais, corriqueiras. Não se pode entender nada daquilo que não tenha vindo das próprias experiências e vias inspirativas.
Igualmente, são inumeráveis aqueles que, julgando saber muito, limitam-se a repetir "frases feitas" retiradas de compêndios filosóficos e religiosos. Têm respostas para tudo, repisam conceitos ocos ou sem eco, tomam ares de intelectual, mas em verdade, sentem enorme vazio interior.
Cremos ser de grande utilidade à nossa estrada evolutiva prestarmos atenção reflexiva às palavras do Cristo Jesus: "Por isso vos digo: tudo quanto suplicardes e pedirdes, crede que recebestes, e assim será para vós".
Pedimos de fato o que desejamos? Pode ser que nos darão aquilo de que não gostamos. Buscamos verdadeiramente nosso íntimo? Se não, acharemos coisas que nada têm a ver conosco. Batemos na porta que queremos? Talvez abrirão portas pelas quais não queremos passar. Se não sabemos o que queremos, para onde então estamos indo? Como a Vida Maior vai facilitar a nossa caminhada se não sabemos qual é nosso rumo ou meta?
Pensemos bem, reflitamos: sentir e viver a vida interior é muito mais do que ficar pensando nela. Necessitamos tomar uma atitude de observação interna e externa, de atenção perceptiva, junto com o anseio de encontrarmos o nosso verdadeiro lugar na vida, de entendermos o sentido das coisas que nos acontecem, visto que tudo tem um significado implícito.
O mundo nos apresenta uma enxurrada de pensamentos concluídos e opiniões prontas. É um "erro de cálculo" buscar respostas feitas, e muitos de nós ainda não queremos pensar por nós mesmos. Assim procedendo, apenas gravamos a angústia da busca, por não procurarmos o que está imanente na própria alma.
Cada criatura tem um jeito único de ser e crescer, um espaço exclusivo a ocupar neste mundo e um peculiar poder pessoal de mapear seu próprio caminho evolutivo. O que resulta da opinião alheia e nela se fundamenta é conceito relativo. O que deriva da realidade das coisas - o que se sente e o que se vive, e nela se baseia - é fato autêntico.
A grande maioria das criaturas prefere enxergar por meio dos olhos dos outros; entretanto, devemos perceber a vida com nossos próprios olhos. Sabemos mesmo o que pedimos? Do contrário, poderemos viver existencialmente, sem paradeiro, como ambulantes sem rumo e sem porto.
Diziam os antigos sábios: "Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir". Quando temos um objetivo claro, o Universo inteiro conspira silenciosamente em nosso favor.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Na atualidade, a psiquiatria e a psicologia encontram no transtorno-obsessivo-compulsivo – TOC – um quadro
clínico cada vez mais frequente e que atinge as diversas raças, culturas e
nacionalidades. Esse distúrbio, mais conhecido como “mania” ou
“esquisitice”, é uma vontade compulsiva que cria pensamentos ambíguos e
embaraços, de caráter intrusivo e obstinado, Os quais ecoam na
casa mental num ciclo persistente e desagradável, gerando muita angústia.
Trata-se de doença aflitiva, associada a uma ideia persistente, que constrange o indivíduo a manifestar atos repetitivos,impulsos
estranhos ou rituais inexplicáveis com o intuito de produzir uma sensação de
alívio ou mesmo reduzir a ansiedade interna.
Esse desconforto emocional pode levar a criatura a ter desde
um leve distúrbio até uma sob incapacidade
extrema no seu cotidiano. Segundo os
estudiosos do TOC, a "chave mestra" para compreendermos um individuo com essa compulsão é entender que o circulo interno
que detecta quando há algo errado em sua
intimidade está acelerado ou funcionando além do necessário. Desse modo, a
criatura se sente constrangida a corrigir, de modo incessante, seus equívocos
ou erros, reais ou imaginários.
Comportamentos
hipocondríacos, medo excessivos de contaminação, ideias frequente de
alinhamento e simetria de objetos pessoais, preocupação exagerada com limpeza e
lavagem, mania de verificação ou checagem, senso patológico de
responsabilidade, culpa sem nexos, rituais de repetição, atitude de colecionar
objetos esdrúxulos e sem serventia. Esses são alguns entre os muitos
comportamentos ligados às pessoas com o transtorno obsessivo compulsivo.
Elas involuntariamente, possuem um padrão de raciocínio deste tipo:
Tenho minha própria proteção. Ela é forte e imprescindível
para que eu possa socorrer os que estão sob meus cuidados. Tenho que afastar a incessante contaminação do mal
que está em toda a parte. Através deste ritual, compenso com coisas boas para
que as coisas ruins não aconteçam. Outras, inconscientemente, alegam desta forma: “Sabe quais
são as regras? É só contar e arrumar milimetricamente, verificar sempre todas
as coisas para que nada de errado
aconteça. Eu sei disso, mas os outros podem não saber da existência do perigo.
Preciso sempre fazer bem feito para
contrabalançar o mal.
Para melhor
entendermos a atividade funcional do TOC, usaremos como elucidação a rede de
células nervosas autônomas da estrutura humana. Ela é assim chamada porque trabalha de modo inconsciente, não precisando, para tanto, de ordens conscientes. No TOC, o distúrbios é uma "ruminação mental” onde impera uma constante sensação de erros
e equívocos, ocasionando reiteradas correções e verificações ridículas e sem
nexos.
Um dos pensamentos obsessivos-compulsivos que provocam mais sofrimentos ao doente é cujo conteúdo envolve o medo de causar dano ou morte a si mesmo ou
a alguém a quem muito ama. O problema é que essas pessoas supervalorizam a importância
de seus pensamentos negativos, a ponto de considerar que tê-los é a mesma coisa
que fazê-los acontecer quando sabemos que simplesmente pensar não quer dizer de
jeito algum, que o que se pensou vai se concretizar.
Diz a sabedoria oriental: “os olhos e os ouvidos são
saqueadores externos; emoções, desejos, pensamentos são saqueadores internos.
Mas, se a nossa mente estiver tranquila,
alerta e desperta, poderá transitar serenamente entre esses saqueadores,
sem os segregar ou dividir, e eles se transformarão em pacíficos membros do
lar".
Sem comando mental, a criatura passa a ser influenciada
pelos "saqueadores externos e internos".
Entreguemos nossas síndrome
de ansiedade, medo e transtornos compulsivos nas mãos de Deus.
Submetamos nossas enfermidades psíquicas sem causa específica à ação divinal
Lembremo-nos de que o homem ávido de paz de espírito e de
renovação mental esforça-se, confia e espera incessantemente, porque sabe que
“a luz brilha nas trevas, mas as trevas não aprenderam”. E, igualmente, não
podemos nos esquecer de que, segundo o apóstolo João, devemos crer e jamais
temer porque, em síntese, "nós somos de Deus".
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Crueldade é atributo da criatura que se compraz em atormentar severamente os outros, utilizando atitudes rigorosas e inflexíveis para lidar com o mundo em seu derredor.
Toda crueldade nasce da fraqueza e da incapacidade das pessoas que não sabem relacionar-se com seu mundo interior. Isentamo-nos de responsabilidade sobre os fatos violentos, dando nome de paixão, de honra, de ordem social, para dissimular os pontos fracos e desajustados que possuímos.
As leis religiosas do passado mantiveram a humanidade sob o jugo de uma crueldade incalculável, com a imposição do sofrimento e da mortificação, justificando-os como sendo uma das maneiras que a Divina Providência utilizava para corrigir e reparar possíveis erros do presente e do passado. O que era um absurdo, pois, na verdade, Deus é amor, misericórdia e compreensão em abundância.
Os que contrariavam os padrões, normas ou dogmas estabelecidos por uma doutrina ou por um grupo tinham as mãos e as línguas decepadas e o corpo marcado com ferro. Quantos julgamentos sumários de pretensos hereges e feiticeiros acusados de crimes contra a fé! Quantos impiedosos apedrejamentos, quantas práticas perversas, quantos órgãos retalhados, quantos olhos queimados com brasa! Vastos foram os tempos do domínio pela crueldade, pelo medo e pela exploração emocional. Homens insensíveis utilizaram os mais variados métodos desumanos para manipular e controlar, de forma abominável, as pessoas em nome do bem-estar, da tradição, da religião, da família, dos bons costumes.
O castigo nunca evita o crime, somente a educação e o amor retificam as almas - eis a grande proposta da Divina Providência. No entanto, o homem, de tanto ser cruel consigo mesmo, aprendeu a projetar essa crueldade no mundo que o rodeia. De tanto se julgar de forma tirânica, aprendeu a ser déspota também com os outros. Os "requintes da perversidade" estão introduzidos na sociedade de forma tão sutil e imperceptível que, muitas vezes, não conseguimos indentificá-los de imediato.
Não existem mais inquisidores propriamente ditos; não obstante, ainda persiste a remanescente atmosfera dessas idéias preconcebidas. Não existem mais fogueira e guilhotinas, mas todos podemos nos converter em controladores e juízes da moral alheia se as circunstâncias forem propícias.
Julgamentos impiedosos que fazemos em relação aos outros nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Em outras palavras, a "forma" e o "material" utilizados para julgar ou condenar os outros residem dentro de nós.
O medo de ensinar de todos os grandes mestres, sempre e fundamentalmente, baseou-se no amor como método de educação das almas; por isso, Jesus não julgava, media ou sentenciava ninguém. Quem aprendeu a não condenar os outros não mais se condena.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Em todo comportamento humano existe uma lógica, uma maneira particular de vivenciar e entender a verdade; portanto, julgar, medir e sentenciar os outros, não se levando em conta sua realidade existencial, é não ter bom senso crítico, flexibilidade e imparcialidade.
O que julgamos ser evidente e incontestável, na maioria das vezes não expressa a realidade.
O que julgamos ser verdade, na maioria das vezes é imaginação ou devaneio.
O que julgamos ser eterno e imutável, na maioria das vezes não passa de hoje.
O que julgamos ser errado agora, na maioria das vezes será integralmente reavaliado amanhã.
O que julgamos ser breve e superficial, na maioria das vezes possui longa duração.
Quando julgamos ou avaliamos, quase sempre o fazemos com nossos sentidos estreitos e visão diminuta, sem conhecer toda a extensão dos fatos, uma vez que nos faltam elementos satisfatórios para discernir tudo aquilo que é real e eterno nas coisas impermanentes - o que desabrocha e fenece num período do curto de tempo. Portanto, quase sempre erramos quando julgamos ou sentenciamos algo ou alguém.
"Por isso és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Porque, julgando a outrem, condenas a ti mesmo". É preciso avaliar os aspectos mutantes de nossos julgamentos.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Alguém nos desprezou profundamente. Lançou sobre nossa alma o punhal da ironia. Julgou-nos impiedosamente, afirmando que o fracasso era destino fatal em nossa vida. Olhou-nos com desdém e, com leve sorriso sarcástico, deu-nos as costas como se não tivéssemos nenhuma importância. Nesse momento, nosso peito se inflamou pela dor descaso, o coração ardeu envolvido numa estranha aura de desamparo.
A mágoa pode surgir por muitos motivos, entre os quais por:
rompimento afetivo;
maledicência sobre a vida sexual de alguém;
preconceito determinado por idade e trabalho;
ingratidão dos filhos;
abandono de amizades queridas;
traição amorosa;
discriminação social;
exclusão motivada por raça, cor e credo religioso.
Aliás, ninguém consegue viver sem nunca se magoar com alguém ou com certas ocorrências. Na realidade, a mágoa é uma das muitas emoções humanas. Só não se emocionam os corpos inanimados, visto que as emoções nas criaturas vivas revelam a importância que elas dão a si mesmas, aos outros e aos acontecimentos. Se nada nos importasse, nunca teríamos mágoa, mas isso é impossível - a "importância" que damos a tudo que existe medo o grau de sentimento que possuímos por algo ou alguém.
Aconselhar uma pessoa ofendida a imediatamente esquecer, não se magoando com a ofensa, seria o mesmo que pedir-lhe que agisse como se a agressão nunca tivesse acontecido. Pode ser uma ideia equivocada a de "nunca se magoar e sempre esquecer", pois a não-aceitação de uma emoção real resulta no seu deslocamento para coisas fora do mundo interior - o fato desagradável fica focalizado no exterior, e a verdadeira causa da emoção permanece no escuro. Essa postura comportamental recebe o nome de ocultação dos sentimentos ou repressão.
Conseguiremos trabalhar melhor nossas mágoas não as reprimindo nem as intensificando, e sim desprendendo-nos, desligando-nos, ou melhor, colocando-nos a certa "distância mental/emocional" dos fatos ocorridos e das pessoas que neles se envolveram.
No entanto, isso não significa que devemos nos afastar hostil e friamente, viver alienados e impermeáveis aos problemas ou nos deixar de importar com tudo o que aconteceu, mas que podemos viver mais tranquilos e menos transtornados par analisar e, por conseqüência, concluir que as situações e os acontecimentos que nos cercam são reflexos ou criações materializadas dos nossos pensamentos e convicções.
Acreditamos que, ao fazer o proposto "distanciamento psicológico", teremos sempre mais possibilidades para perceber o processo interno que há por trás de toda mágoa. Não se magoar é impossível, mas perpetuar ou ignorar o fato desagradável pode ser comparado ao comportamento do escorpião que, quando enraivecido, inocula veneno em si mesmo com o próprio ferrão.
Perdoar não significa apenas esquecer as mágoas ou mesmo fechar os olhos para as ofensas alheias. Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compressão e aceitação dos sentimentos humanos, por saber que nós e os outros ainda estamos distantes do agir corretamente.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
O medo pode ser definido como um estado psíquico de inquietação constante, agitação ou impaciência diante de um perigo real ou imaginário.
O medo racional é saudável e necessária em nossa vida. Ele nos protege de nossa impulsividade e de nossos atos irrefletidos. No entanto, quando o medo é patológico, torna-se destrutivo e tem como resultado a imobilidade de nossas forças mais íntimas.
Eis alguns sintomas emocionais de temores que nos complicam a existência:
Agitação mental - incapacidade de relaxar e silenciar internamente, sendo preciso reler a mesma página diversas vezes.
Pessimismo e insegurança - hesitação pertinaz em face não só das grandes como também das pequenas decisões existenciais.
Dissociação mental - esquecimento constante das coisas mais naturais e simples do cotidiano.
Agressividade exagerada - irritação contínua com tendência a atacar gratuitamente os outros com ofensas e insultos.
Vulnerabilidade - sensação freqüente de melancolia, com choro fácil e atmosfera de perseguição contumaz.
Comportamento compulsivo - uso de atos ritualísticos propensos ao perfeccionismo; início de várias atividades ao mesmo tempo, sem término de nenhuma.
Aura de fracasso - desculpa por qualquer coisa e sentimento de humilhação constante na frente dos outros.
Falta de motivação - crises de perda de interesse pela vida; sensação de desânimo.
Mente exaurida - isolação da vida social. A criatura só executa o que é estritamente necessário para a sua manutenção diária.
Não podemos afirmar que todos esses sintomas estão relacionados apenas com o medo, mas, quando algum deles ocorrer, é necessário estarmos alerta, pois o medo pode estar servindo de base às nossas emoções e atitudes perante a vida.
No Espiritismo, encontramos as ferramentas essenciais e as técnicas sensatas para utilizar o medo na proporção certa e apropriada diante de cada fato ou acontecimento que tivermos de enfrentar.
O temor pode ser um ácido que venha consumir desnecessariamente nossas energias vitais. Entretanto, não podemos esquecer que "Se Deus está conosco, quem estará contra nós?".
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
A vida de muitas criaturas, além de desvitalizada, é circunstanciada por miudezas dispensáveis, desperdiçada com detalhes desnecessários. A simplicidade traria enormes benefícios para elas, a tiraria do cativeiro dos valores estabelecidos pelas convenções arbitrárias, lhes clarearia a visão e lhes traria mais leveza e tranqüilidade existencial.
Acumular informação sem pensar, se atopetar de pertences, entulhar roupas e abarrotar a casa de coisas supérfluas é uma característica muito difundida na sociedade moderna.
À medida que novos elementos se somam aos bens físicos e intelectuais já adquiridos, passamos a alimentar a compulsão de armazenar ainda mais coisas, levando-nos a agir em função de uma suposta vantagem imediata, sem analisar as utilidades e conseqüências futuras dessa prática. Muitos indivíduos, equivocadamente, associam simplicidade com pobreza, mas existe uma diferença fundamental.
A simplicidade é uma opção de vida tanto do rico como do pobre, enquanto que a pobreza é, por si só, a privação de valores morais, intelectuais e espirituais de um indivíduo, e não necessariamente, a falta de recursos materiais para a sua subsistência. Quando nos livramos de tudo que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e do que precisamos. Abrir mão dos trastes, de informações desnecessárias e de objetos em desuso exercita o desapego e facilita-nos a libertação dos ecos do passado. A partir disso, somam-se novas concepções, e as velhas mágoas, as culpas, os ressentimentos, os conflitos se dissipam, habilitando-nos a viver plenamente o momento presente.
Os homens simples se comunicam com sabedoria e humildade, enquanto que os complicados falam com presunção e pedantismo, são enfadonhos e prolixos, por que estão repletos de idéias ultrapassadas; contam e recontam seus discursos e mesmo assim parecem não dizer nada. A simplicidade de alma induz o indivíduo a se expressar com clareza, segurança e objetividade. Capazes de elaborar idéias de forma lógica, coerente e harmoniosa, tais pessoas resumem tudo o que querem dizer por meio de expressões sintéticas.
Quem se apartou da simplicidade vive "na futilidade dos seus pensamentos, com entendimento entenebrecido, alienados da vida de Deus pela sua ignorância", por isso coleciona coisas neuroticamente, acreditando numa ilusória segurança, mas esquecendo que não pode encontrá-la fora de si mesmo, muito menos por trás de um amontoada de conceitos, informações, acessórios e pertences sem serventia.
Buda (Sidarta Gautama) ensinava: "Se você não conseguir em si mesmo, onde irá buscar?" Muita coisa no mundo da erudição é tida como formação cultural, quando, na verdade, nada mais é do que entulho intelectual.
Aquele que ignora seu "nível de necessidade" legítimo, determinado por sua realidade profunda, vive sobrecarregado pelo peso da repressão sociocultural, se distancia da simplicidade. Abrir mão de posses desnecessárias é ir ao encontro de uma vida pacífica e harmoniosa.
Muitas criaturas se abarrotam impensadamente das instruções obtidas nos jornais, na televisão, nas salas de aula, nos livros, como sendo verdades absolutas. Essas informações podem muito nos ajudar, desde que não as elejamos como a verdade. A verdade não está na conceituação das palavras ou textos que lemos, mas nas experiências que podemos ter com ela, e a partir dela.
As vozes inspirativas da alma são providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura em nossa intimidade. A simplicidade consiste em não ficar distante do que é natural e espontâneo, uma vez que aqueles que se afastam dela ficam "com entendimento entenebrecido" e "alienados da vida de Deus".
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Sofre o enfermo a privação na enfermaria comunitária.
Sofre o empresário bem-sucedido no apartamento hospitalar.
Sofre o necessitado, na favela, a escassez.
Sofre o rico, no palacete, a solidão.
Sofre a criatura anônima as dores morais.
Sofre o artista famoso os conflitos afetivos.
Sofre o destituído de autoridade, sem significado político.
Sofre o administrador dos negócios públicos os dramas e tramas do poder.
Sofre a mãe paupérrima, assim como a mãe milionária, a perde do ente querido.
São sofrimentos decorrentes das contingências da estadia terrena, produto da atual necessidade evolutiva da condição humana.
Mas a análise da dor pode ser vista sob outros ângulos: Sofrer por não querer assimilar novas experiências e ideias, fixando-se em preconceitos. Sofrer por não aceitar a própria estrutura da natureza humana. Sofrer por ser inflexível e rígido nos conceitos íntimos, permanecendo estagnado. Sofrer por não digerir a mensagem eloquente da voz interior. Sofrer por refutar o amor incondicional, preferindo o apego doentio. Sofrer por assimilar o conflito como parte de si, e não como circunstância passageira.
Eu não sou sofredor. Eu estou sofrendo. Ser e estar são angulações diferenciadas que influenciam sobremaneira o psiquismo na estrutura da alma em evolução. Sofrer é, portanto, um sintoma que indica que a causa sou eu mesmo, por isso devo renovar-me. A razão primeira é a inflexibilidade, ou seja, a "dureza dos seus corações".
Sofrer, em última análise, é desarranjo íntimo, conseqüência de nossa inadequação, inconformação, inexperiência; enfim, falta de entendimento diante da vida. Renovar é a meta. Você é o arquiteto de seu destino.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
O Cosmo pode ser comparado a um incomensurável arquivo vivo que guarda inúmeras coleções de obras-primas. Cada texto escrito representa as diversas experiências que tivemos nas múltiplas encarnações ao longo do tempo. Cada um de nós é o somatório desses mesmos textos, compilados num único livro.
Em virtude disso, podemos encontrar "anotações sagradas" nas entrelinhas da própria alma. A divindade colocou um selo cunhado no Espírito, mas apenas quem o vê descobre sua filiação celeste.
Cada um de nós é uma "obra-prima" de Deus, única e com características peculiares. Como somos todos "livros diferentes", o sucesso de uma vida plena é ler-nos e, a partir daí, nos expressarmos perante o mundo usando nossa originalidade.
Quem não exercita a leitura de si mesmo provavelmente ficará retido na capa e distanciado do seu conteúdo. É necessário pesquisar o "índice interno": lista alfabética de nomes, lugares e assuntos, que nos permite localizar a "página íntima", onde os nossos temas podem ser encontrados, para não ficarmos presos à "capa-revestimento".
Só nos pertence realmente aquilo que interpretamos. Apenas retemos aquilo que tenha vindo de nossas experiências, análises e inspirações. Se não soubermos ler a nós mesmos, dificilmente aprenderemos a escolher bons livros. Só vence a alucinação da capa quem mergulha nas profundezas do conteúdo da vida interior.
Portanto, quando desenvolvemos a habilidade de "fazer a mente silenciar", penetramos na essência das coisas e, como resultado, passamos a escolher os livros que nos levem a maiores reflexões e, ao mesmo tempo, a tomar posse da "biblioteca viva" que existe dentro de nós.
Ler para compreender o mundo interior.
Ler para assimilar com profundeza os sentimentos.
Ler para observar o funcionamento da mente.
Ler para atingir o cerne da própria alma.
Não ler só para ficar na superfície romanceada.
Não ler para considerar apenas uma face ou um aspecto dos fatos.
Não ler somente para divagar em histórias fantasiosas e repetitivas.
Não ler para unicamente abstrair-se das dificuldades, mas para resolvê-las.
Nosso sistema de pensamento cognitivo e os demais processos espirituais estão ligados à nossa "enciclopédia sagrada". Os recursos de que necessitamos para bem viver não estão na exterioridade; estão dentro de nós, visto que cada ser humano é um "livro transcendental" repleto de conhecimentos imortais.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Anjos são espíritos puros, mensageiros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. É errônea a opinião dos que admitem a existência de seres criados efeitos e superiores a todas as outras criaturas, pois eles também percorreram os graus da escala evolutiva.
Toda criatura de Deus carrega na consciência a lei divina, afirmam os Benfeitores de Luz a Allan Kardec. e da mesma maneira "o Senhor declara: Pondo as minhas leis nos seus corações e inscrevendo-as na sua mente".
A expressão "consciência", utilizada pelos Mentores do Bem, tem o mesmo significado de "Espírito", visto que, se as leis divinas ou naturais estivessem unicamente na área consciencial do ego, não teríamos maiores dificuldades de entendê-las ou colocá-las em prática.
Espíritos angelicais possuem a consciência plena de luminosidade e, por consequência, as leis de Deus nela contidas se revestem do mais alto grau de clareza.
Por metáfora, anjos podem ser designações das próprias leis divinas agindo para a harmonia do Cosmo.
A "consciência iluminada" é a salvação das almas, e o "Reino dos Céus" não despertará em nosso mundo interior se estivermos atrelados a padrões externos - pessoas, formas ou objetos modelados.
À proporção que caminhamos no fluxo divino, seres angelicais nos protegem e intervêm em nossa vida como instrumentos da onipresença, onisciência e onipotência do Criador.
Existe uma Determinação Universal, e ela sempre se faz presente, apesar de não a compreendermos. O desejo de Deus sempre está bem perto, dentro e, ao mesmo tempo, em volta de nós.
Os anjos assemelham-se a sóis cujos raios resplandecentes são comparados às leis celestiais que a tudo vêem e provêem. Espíritos puros emitem os clarões luminosos da compaixão, do trabalho, da humildade, da igualdade, do progresso, da fraternidade, da naturalidade, da libertação, da justiça, do amor e da generosidade.
Nosso anjo benfeitor tem a força exata da energia do bem que existe em nós. O escudo que nos protege contra as batalhas existenciais tem firmeza, consistência e compacidade diretamente proporcionais à qualidade de nossos atos e atitudes íntimas.
Por vezes, o apoio de Deus através dos seres angélicos é silenciosos e imperceptível, mas vale lembrar que, nesse auxílio providencial, se incluem as nossas tarefas diárias de responsabilidade e prudência. Essa parcela cabe a nós, no entanto isso não quer dizer que devemos tentar controlar o curso do destino, acreditando que a Consciência Cósmica passou por nós sem nos perceber.
Anjos estão "de guarda" ou anjos estão "descuidados", em perfeita simultaneidade de tempo e/ou espaço da própria "guarda" ou "distração" interior.
A aparência e as vestes que atribuímos às almas sublimes são perfeitamente ajustadas aos nossos valores, crenças, conceitos ou graus de religiosidade.
Dentro de cada um de nós, existe um sol (anjo) em formação, cujos feixes luminosos (leis divinas) já começam a se revelar. Anjos são energias de luz que auxiliam as criaturas pelas mãos do Criador.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)