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Psicósmica

Lidando com nossos problemas

Seu problema é seu e ninguém é diretamente responsável por ele a não ser você mesmo. Aprenda a lidar com ele.

As Doenças e o Ser Humano

Você sabia que todas as doenças que temos são criadas por nós? Que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo? Leia mais!

Iniciação: Viagem Astral

Despertar a consciência no astral é uma experiência nova e muito gratificante, da mesma forma que é para uma criança dar os seus primeiros passos.

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Conheça o simbolismo e a linguagem dos sonhos e o verdadeiro significado de diversos sonhos comuns.

Aulas de música na infância promovem melhorias cerebrais para a vida toda

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23 de abril de 2013

Pesquisa analisa atividade cerebral de médiuns durante psicografia


Um interessante desafio da psicologia e da neurociência é compreender a experiência humana da espiritualidade/religiosidade. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, mediram as atividades cerebrais de médiuns enquanto eles faziam a chamada "psicografia". Acreditam os médiuns e espíritas que esse fenômeno consiste na escrita de um texto pela mão dos médiuns durante um estado profundo de transe, supostamente conduzidos por um espírito. Eles compararam a atividade cerebral dos sujeitos enquanto realizavam psicografias com a atividade das mesmas pessoas enquanto escreviam textos normais, fora do estado de transe. O estudo foi publicado em 16 de novembro de 2012 no periódico científico online "PLOS ONE".

O estudo liderado pelo cientista Julio Peres, do Instituto de Psiquiatria da USP, foi realizado com 10 médiuns voluntários brasileiros que tinham de 15 a 47 anos de experiência em psicografia. Eles foram divididos em dois grupos: os com mais e os com menos experiência.

Para verificar a atividade cerebral dos dez médiuns, os cientistas injetaram neles um marcador radioativo que permite checar a intensidade dos fluxos sanguíneos em diferentes áreas do cérebro por meio de tomografia.

Os autores afirmam que os médiuns experientes apresentaram níveis mais baixos de atividade durante a psicografia, em comparação à escrita normal, justamente em áreas frontais do cérebro associadas ao planejamento, raciocínio, geração de linguagem e solução de problemas. De acordo com os pesquisadores, isso pode refletir a ausência de consciência durante a psicografia.  

Já os médiuns psicógrafos menos experientes tiveram atividade mais intensa nessas mesmas áreas enquanto psicografavam, ainda que também inferior à registrada durante a escrita fora de transe. Segundo os pesquisadores, isto poderia estar relacionado com uma tentativa “mais esforçada” dos médiuns menos experientes de fazer a psicografia, enquanto os mais experientes já não precisariam fazer o mesmo esforço.

A equipe de pesquisa também realizou uma análise sobre os textos produzidos e concluíram que aqueles psicografados resultaram mais complexos que os produzidos em estado normal de vigília e consciência, especialmente entre os médiuns mais experientes. Seria de se esperar que isso exigisse mais atividade em áreas frontais e temporais do cérebro, mas não foi o que os cientistas observaram.

De acordo com Peres, em matéria publicada pelo portal G1, não há ainda uma explicação exata para esses resultados, mas eles merecem um aprofundamento. Uma hipótese interessante levantada é que, como a atividade nas partes frontais do cérebro diminui, outras zonas, relacionadas à criatividade, ficariam mais desinibidas e ativas durante os processos de psicografia.O estudo, no entanto, já traz uma contribuição muito interessante sobre este tema tão intrigante.

Fonte: G1


10 de abril de 2013

Crianças Índigos e Cristal


Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras “índigas” (aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.

Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.

Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.

Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.

Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.

Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.

Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.

Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:


Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...


E para completar, quem se interessa pode assistir esse vídeo que Divaldo F. também explica:


Fonte: Neurociências em benefício da educação

2 de abril de 2013

Depressão, Autismo, TDAH, Esquizofrenia e Bipolaridade compartilham a mesma base genética?


Depressão, Autismo, TDAH, esquizofrenia e bipolaridade são doenças mentais categorizadas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) a partir de um conjunto de sinais e sintomas. Esses sintomas podem mudar substancialmente de uma categoria para outra. Agora, a questão é: e se todos esses transtornos mentais compartilhassem um mesmo fator genético?

O artigo publicado na revista científica The Lancet (http://www.thelancet.com) na quarta-feira (27/02/2013) mostra o resultado de uma pesquisa baseada em dados genéticos de mais de 60.000 pessoas e que apresenta algumas informações elucidativas para o entendimento das premissas desencadeadoras de vários transtornos mentais. Um grupo de cientistas de diversas instituições de ensino aponta que essas pesquisas sobre o material genético e sua relação com os transtornos psiquiátricos podem ser a mais relevante da atualidade nesse contexto. O resultado dessa pesquisa em específico começa a indicar que, em um dado nível, os fatores de riscos genéticos podem ser mais salutares para o tratamento das doenças do que seus sintomas. Mas, os pesquisadores estão cautelosos com a apresentação dos resultados, dada a complexidade da temática, assim o Dr. Jordan Smoller, um dos responsáveis pela pesquisa e professor de psiquiatria na Harvard Medical School, diz que "o que foi identificado é provavelmente apenas a ponta de um iceberg", pois entender os fatores genéticos por detrás dos problemas psíquicos não é algo trivial, já que há uma série enorme de genes envolvida e a descoberta dessas variações aponta para um caminho que pode ser refutado ou comprovado em pesquisas posteriores.

Para entender a pesquisa (iniciada em 2007), é interessante uma contextualização:

Participantes: dois grupos de pessoas, 33.332 com transtornos mentais e 27.888 sem incidência alguma de doença mental (o grupo de controle). Material genético de pessoas de 19 países.
Coleta de dados: de exames de DNA.
Procedimentos: verificação de variações em trechos de material genético (considerando que cada DNA tem bilhões de letras, é um trabalho que requer o uso de tecnologia de ponta e algoritmos computacionais complexos).

Para Jonathan Sebat, professor assistente de psiquiatria e medicina celular e molecular da Universidade da Califórnia, a seguinte situação já era comumente observada: “dois diagnósticos diferentes podem ter o mesmo fator de risco genético". Assim, um ponto relevante de contribuição dessa pesquisa é a possibilidade de ampliação das variáveis para a elaboração dos diagnósticos desses transtornos mentais, agregando aos sinais e sintomas, fatores genéticos observáveis em exames.

Segundo o Dr. Smoller, o novo estudo contribuiu na descoberta de quatro regiões do DNA que conferem um pequeno risco de transtornos psiquiátricos. Para duas dessas regiões, a situação ainda não está clara, pois não se sabe quais genes estão envolvidos ou o que fazem.  Já as outras duas envolvem genes que fazem parte dos canais de cálcio, que são utilizados quando os neurônios enviam sinais ao cérebro.

A descoberta acerca do envolvimento dos canais de cálcio nessas regiões sugere que os tratamentos que afetam tais canais podem ter efeito sobre uma série de doenças, mas o Dr. Smoller é prudente em dizer que isso é apenas um grande “se”, logo ainda são necessárias mais pesquisas para a devida comprovação.

Há algum tempo já existem no mercado medicamentos que são usados para bloquear os canais de cálcio, utilizados para o tratamento da hipertensão arterial. Alguns pesquisadores já tinham postulado que tais medicamentos podiam ser úteis para o tratamento do transtorno bipolar antes mesmo dos resultados dessa pesquisa virem à tona. Mas, ainda há um (longo) caminho para a comprovação desse postulado. Um exemplo de tentativas de comprovação desse postulado é a investigação do Dr. Roy Perlis, do Hospital Geral de Massachusetts, que concluiu o tratamento em um pequeno grupo de pessoas (dez) com transtorno bipolar utilizando bloqueadores de canais de cálcio. Seu próximo passo é expandir a pesquisa para um grupo maior de participantes.

Mas, é claro que esse “se” já deve ter causado um alvoroço na indústria farmacêutica. Por isso, é importante ater-se ao “se”, pois uma hipótese ainda não é um fato. Assumir que bloqueadores de canal de cálcio podem contribuir no tratamento da bipolaridade e, a partir da aceitação da associação que há na base genética desse transtorno com os demais, transformar tal droga “em potência” em um novo Santo Graal da indústria farmacêutica pode ser o início de mais uma doença e não de um processo de cura. Essas pesquisas são importantes desde que sejam compreendidas como um processo dinâmico (passível de refutação, mudança e comprovação), não como uma verdade absoluta e imediata.

Por Parcilene Fernandes de Brito 
Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Coordenadora e professora dos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação do CEULP/ULBRA. Acadêmica de Psicologia do CEULP/ULBRA.

Referências:
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2812%2962129-1/fulltext
http://www.nytimes.com/2013/03/01/health/study-finds-genetic-risk-factors-shared-by-5-psychiatric-disorders.html

22 de março de 2013

Sorteio do "Livro das Energias e da Criação"

O Pedagogia do Ser em breve estará completando 1 ano de blog, e com mais de 90.000 visitas, estamos agora com nosso próprio endereço. Para acessar, basta entrar em http://www.pedagogiadoser.com.br
Para comemorar essa nova fase, vamos sortear para vocês o "Livro das Energias e da Criação" - A base energética da criação de Rubens Saraceni, da editora MADRAS®. Participem!

Livro das Energias e da Criação - A base energética da criação

Boa sorte!

14 de março de 2013

Naturalidade

Infelizmente, a maioria de nós porta-se como um barco desgovernado, à mercê dos vendavais e dos rochedos, por não ter a âncora necessária quando os ventos sopram e as ondas se avolumam.

Não acreditamos estar nas mãos de Deus. Sentimos-nos isolados, fora do contexto universal. Não acreditamos que cada coisa permanece em seu devido lugar e que tudo tem um fim providencial. Não possuímos uma visão detalhada da sequência do desenvolvimento da vida sobre a Terra; vemos o mundo desconectado do todo, porque nossa percepção interior está desmembrada da inteligência Cósmica.No Universo, não há nada que esteja desvinculado da sabedoria das leis divinas ou naturais. Tudo que existe está de acordo com a Ordem Celestial, e cada um de nós faz parte de um plano específico de Deus.

Somos unos, somos todos irmãos. Todos nós somos águas da mesma fonte, mas corremos momentaneamente em leitos diferentes. Não somos hoje o que fomos ontem e nem seremos amanhã o que somos agora; transformamo-nos dinamicamente ao longo de etapas ou fases de aprimoramento espiritual. A Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma tendência inata de ser ela mesma. O progresso da alma pode, em termos, ser comparado com o crescimento físico. O Homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Não é necessário forçar a capacidade evolutiva do ser humano.

Trazemos na intimidade uma singularidade só nossa. Todos somos diferentes, e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diferentes, e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diante do mundo usando nossa originalidade.

A inteligência Cósmica nos dotou, desde a criação, de dons e talentos necessários para darmos ao Universo a nossa cota de participação.

A maior tarefa que nos cabe na Terra é aceitarmos naturalmente a atual condição evolutiva e nos realizarmos manifestando a nossa verdadeira individualidade de filhos de Deus em processo de crescimento, designados a cumprir os planos divinos que Ele arquitetor para cada um de nós.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos


4 de março de 2013

Lucidez

Ao estudarmos as filosofias e religiões, orientais, podemos nos certificar de que Buda jamais de declarou um Deus ou um salvador, mas afirmava ser uma criatura que atingira a iluminação por meio da auto-reflexão, ou um caminhante que encontrara o próprio caminho. Buda não induzia as pessoas a adora-lo, mas a seguir suas experiências de vida e seus exercícios espirituais, a fim de que cada um encontrasse a própria iluminação. Ele indicava o caminho da auto-realização, jamais se proclamou um caminho a ser seguido.

Na verdade, Buda receava que as pessoas pudessem vir a adorá-lo, porque sabia que é mais cômodo adorar algo ou alguém do que descobrir por si só a essência divina que existe no âmago da própria alma. Como seguidores de Jesus Cristo, todos nós buscamos como o Caminho, a verdade e a Vida. Encontraremos nele a palavra de sabedoria, a inspiração e a mensagem renovadora.

Sidarta Gautama dizia: “A pessoa sábia, que corre quando é hora de correr e que diminui o ritmo quando é hora de diminuir, é profundamente feliz, porque tem suas prioridades bem estabelecidas". Quem vê e compreende claramente as coisas possui disposição, vontade, humor e coragem, pois não fica arrebatado pelo futuro, nem preso ao passado. Só quando estamos em contato com nós mesmos é que adquirimos perfeita visão de como diminuir ou aumentar o ritmo das coisas em nossa vida. Viver prazerosamente fundamenta-se em ver com clareza íntima como estão agindo em nós o desejo e o apego.

No desejo, corremos ansiosamente a fim de conquistar a qualquer preço o que não temos. No apego, paralisamos o passo,  agarrando-nos a tudo aquilo que já possuímos. Buda alerta que não devemos permitir que o julgamento dos outros determine quem somos e o  e o  que devemos sentir ou fazer. A propósito, não devemos deixar que o ponto de vista dos outros decida a hora de correr, desacelerar o passo ou parar completamente. Se nós deixarmos que os elogios e as críticas das pessoas afetem nosso “senso íntimo” , então seremos prisioneiros do juízo alheio e perderemos a alegria de viver. 

Precisamos perceber e valorizar nossos sentimentos e emoções, porque eles são o sal da nossa vida. Disse Jesus: Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal  se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Tende sal em vós mesmo e vivei em paz uns com os outros.

Diz-se popularmente que uma “criatura insossa” não tem graciosidade, é desinteressante e monótona; pudera, ela não age baseada nas suas sensações interiores. Só quando os nossos sentimentos são reconhecidos, observados e estudados claramente em nós uma aura de autonomia e segurança: e, a partir daí, seremos respeitados e valorizados.

As emoções são as melhores informantes do nosso mundo interior e exterior, elas nos avisam, acima de tudo, sobre aquilo que devemos ou não fazer. E observando-as com atenção e submetendo-as ao nosso bom senso que saberemos como nos conduzir nas relações sociais, afetivas, profissionais e outras tantas. O desejo e o apego, privados da consciência reflexiva, estreitam nossa visão de felicidade, descartando novas possibilidades de uma vida pacífica e alegre. 

Enquanto vivermos de forma mecânica, irrefletida e sem a intervenção consciente da lucidez e do discernimento, nos privaremos de possuir uma mente tranquila e um coração pacífico.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos



22 de fevereiro de 2013

Liberdade

François Marie Arouet, dito Voltaire, poeta e escritor francês do século XVIII, escreveu: "Prazer pela liberdade aumenta á medida que dela se desfruta”. O criador, que nos concedeu a vida, deu-nos ao mesmo tempo a liberdade. O que levou Paulo de Tarso a proclamar: "É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firme, portanto, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão” 

A rigidez mental é uma é uma das formas mais corriqueiras de atrair o sofrimento. Mudança é um mecanismo espiritual através do qual Deus assegura a evolução. Quem não evolui fica paralisado, desenvolvendo um verdadeiro entorpecimento interior.

Para transformar a vida  a vida para melhor, temos que começar a nos mudar por dentro. E, para tanto, precisamos inicialmente desfazer os diversos conceitos equivocados que nos foram transmitidos de forma não-intencional pelos nossos pais, vós, amigos, professores, ou até mesmo pela literatura de diversas correntes de pensamentos-científicos, filosóficos e religioso. Talvez estejamos tão rijos intimamente que sentiremos dificuldade em Dar os primeiros passos rumo à liberdade, mas, com determinação e com o passar do tempo, tomaremos consciência cada vez mais de como é agradável e realizadora, a mudança interior. Aí tudo se tornará mais fácil.

Quando nos desfazemos das crenças inadequadas, morre em nós tudo aquilo que é velho, e passamos a reformular ou remodelar novos caminhos, dinamizando a casa mental e ampliando o universo pessoal. Quer aceite ou não o mundo está progredindo. A Natureza está em constante evolução, por isso temos necessidade de fazer uma constante auto-observação dos nossos valores, idéias e crenças.

Existem muitas pessoas que dizem: Meus pais sempre pensaram e agiram dessa forma, eu também penso e ajo igualmente. Outros afirmam: Minha família sempre abraçou esses conceitos; ora, porque eu haveria de troca-los? É obvio que nós não estamos aqui querendo induzir as criaturas a desprezar as memórias, os ensinos ou experiências familiares, mas é preciso que entendamos que o mundo progride e, em decorrência disso, muitos coisas se modificam em nossa existência. Queiramos ou não, a mudança gera sempre um desafio existencial.

Liberdade é um direito natural, faz parte de nossa herança divina, e, para crescermos, devemos usá-la sempre que necessário. Eis algumas perguntas que podemos fazer a nós mesmo para identificarmos nossas crenças e valores, positivos ou não, e como eles afetam a nossa vida diária: Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes? O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões? O que me impede de desfrutar uma vida plena? Porque costumo fingir para agradar os outros? Qual a razão de manter minha reputação alicerçada em um modulo exemplar? Meus conceitos facilitam autoconfiança?

Na realidade, o livre-arbítrio – liberdade de agir e de pensar – nos concede o poder de mudar nossas ideias, nossos modelos, concepções ou pensamentos,  e de optar por crenças mais apropriadas ou favoráveis ao desenvolvimento de uma nova concepção do universo interior e exterior. A liberdade, como todas as demais conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente se for compartilhada com os outros.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos




12 de fevereiro de 2013

Aulas de música na infância promovem melhorias cerebrais para a vida toda


Um estudo preliminar publicado pela American Psychological Association demonstrou que, mesmo que a pessoa não siga a carreira musical por muito tempo, ter aulas de música na infância trazem diversos benefícios ao cérebro, e essas melhorias continuam por décadas.

A pesquisa recrutou 70 adultos saudáveis com idades entre 60 e 83 anos que foram divididas em grupos de acordo com seus níveis de experiência musical. Os músicos tiveram melhor desempenho em testes cognitivos severos quando comparados com indivíduos que nunca estudaram um instrumento ou como ler cifras ou partituras. Os resultados foram publicados no jornal Neuropsychology.

"A atividade musical ao longo da vida pode servir como um exercício cognitivo desafiador, tornando seu cérebro mais apto e capaz de responder aos desafios do envelhecimento" comentou a pesquisadora Brena Hanna-Plady, PhD. "Como estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado, isso pode criar conexões alternativas no cérebro que podem compensar o declínio cognitivo que surge quando envelhecemos".

Muitas pesquisas já foram realizadas sobre os benefícios da atividade musical em crianças, mas este é o primeiro que extende-os por uma vida inteira, diz Hanna-Pladdy, uma neuropsicóloga que conduziu o estudo com a psicóloga clínica Alicia MacKay, PhD, no University of Kansas Medical Center.

O primeiro grupo de participantes incluia sujeitos com nenhum treinamento social, no segundo ficaram pessoas que estudaram música por um período de 1 a 10 anos e o terceiro incluia os participantes com pelo menos 10 anos de estudo de música. Todos os participantes tinham níveis similares de educação e condicionamento físico, e não mostravam qualquer sinal de Alzheimer.

Foram aplicados testes cognitivos nos participantes. Os indivíduos com maior intrução musical foram os que obteram os melhores resultados na bateria de testes, seguidos pelas pessoas com experiência musical mediana, e em terceiro lugar ficou o grupo dos não-músicos. Os músicos com bastante prática obteram scores bem maiores quando comparados aos não-músicos em testes relacionados à memória visuoespacial, nomeação de objetos e flexibilidade cognitiva (a capacidade cerebral do cérebro a se adaptar diante de novas informações). As funções cerebrais medidas pelos testes normalmente declinam com o envelhecimento do corpo. Os resultados demonstraram que o estudo e a prática musical podem auxiliar na prevenção do declínio da atividade cerebral.

Metade dos músicos de alto nível ainda tocava um instrumento na época da realização do estudo, mas eles não tiveram melhor desempenho nos testes do que as pessoas com experiência musical que tinham parado há alguns anos. Isso sugere que a duração do estudo musical é mais importante do que se os músicos continuavam tocando em idade avançada, disse Hanna-Plady. Além disso, ela complementa: "Baseando-se em pesquisas anteriores, nós acreditamos que tanto os anos de participação musical quando a idade de aquisição são críticas. Existem períodos que são cruciais para a neuroplasticidade que permite o aprendizado, o que pode tornar mais fácil aprender um instrumento musical antes de uma certa idade e que pode ter maior impacto no desenvolvimento cerebral".

O estudo preliminar foi correlacional, o que significa que maior performance cognitiva dos artistas não poderia ser ligado a seus anos de estudo musical de forma conclusiva. Hanna-Plady, que conduziu estudos adicionais sobre o tema, afirma que mais pesquisas são necessárias para explorar essa possível ligação.

Referência: Psicósmica

6 de fevereiro de 2013

Compaixão

Compaixão – manifestação de um coração aberto. "Há mais felicidade em dar que receber.”. Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornarmos mais realista, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.

Se quisermos a paz do mundo, sejamos pessoas felizes. O bem-aventurado é um agente da paz, pois as criaturas maduras possuem uma compassiva “noção de vida”. Por isso, afirmam os Espíritos Benevolentes:  aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos veem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas, ainda uma vez, isto depende da sua elevação.

Ao abrirmos o coração para alguém, vivenciamos uma forma de empatia – sentimos o que ele sentiria caso estivéssemos vivenciando a sua situação. Isso é uma questão de ressonância. Só podemos apoiar e cooperar se nossos estados interiores forem sensibilizados; apenas podemos compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém se elas também nos tocarem. Se não nos permitimos sentir medo, amor, tristeza ou alegria,  não podemos reagir a esses sentimentos diante das pessoas e podemos até duvidar do que elas  os estejam experimentando.

Compaixão está associado a empatia. Perde o bom senso quem não estabelecer limites nos bens que vai dar ou receber. Alguns de nós fazemos favores ou concedemos benefícios aos outros sem critério ou fundamentação alguma.

No entanto, empatia não é medir ou julgar alguém por nós. Não é nos colocarmos no lugar da criatura e ficarmos ilusoriamente imaginando seu sofrimento. Empatia é o contato direto do nosso coração com o coração de outro ser humano.  A ajuda verdadeiramente sapiencial é aquela que permite que as pessoas á nossa volta aprendam a se desenvolver, solucionando suas dificuldades por si mesma.

O ser compassivo não invade a vida alheia. Os indivíduos só mudam quando estão prontos para mudar. Algumas religiões podem distorcer nossa concepção de mundo, utilizando a culpa ou o fanatismo como  forma de nos controlar ou de nos forçar a doar coisas. A viseira do emocionalismo pode nos levar á frustração e ao desapontamento. Podemos ser coagidos a conceder benefícios ou participar de doações materiais,  usando uma forma distorcida de compaixão. Muitos de nós nos doamos porque esperamos receber em troca atenção e respeito de outras pessoas. Isso não é ajuda real nem mesmo está unido ao amor; mais se assemelha a uma forma de barganha, seguida de eterna cobranças.

Para que possamos cooperar efetivamente com alguém, é preciso abrirmos mão de nossa arrogância salvacionista, a de acreditar que a redenção das almas que amamos depende, única e exclusivamente, de nosso desempenho e de nossa dedicação. Cada pessoa e, uma obra prima de Deus. E, quando subestimamos a força divina que há no outro, nossos relacionamentos ficam anêmicos e áridos. A compaixão salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.

Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vista á integração e á solidariedade entre as pessoas.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos



30 de janeiro de 2013

Humildade

Todas as almas veneráveis da humanidade possuíam e possuem plena consciência de que falar de humildade não torna ninguém humilde. Realmente, a humildade nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais, mas com a forma de  comportamento íntimo.

Na atualidade, ainda se associa humildade com inferioridade, submissão e pobreza; no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma, porque o verdadeiro humilde não acredita que seja.

O humilde examina e pondera o orgulho porque um dia também o foi; o arrogante, porém, como ainda não conquistou a humildade, não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Aliás, só quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar, quem  não tem exibe, de maneira ousada e insolente, sua capacidade, poder, prestigio  ou cultura.

Os indivíduos humilde realça a simplicidade das coisas dada a facilidade surpreendente de aprender e organizar os dados de uma situação. Eles penetram na essência das coisas, pois  desenvolveram a habilidade de "fazer a mente silenciar”. É no silêncio mental que os ciclos habituais ou condicionados das regras e normas preconceituosas cessam, que  os padrões de pensamentos inadequados são interrompidos, para que haja a internalização da inteligência universal em nós. 

Os humildes aprenderam, com a introspecção, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente” por onde flui silenciosamente a inteligência universal.

Quando o eminente educador Hippolyte Léon Denizard Rivail questiona os Espíritos Superiores: Qual é a fonte da inteligência?”, eles respondem: "já o dissemos:  a inteligência universal”

A inteligência universal é o instrumento pelo qual retornamos a conexão com a Causa Primeira. Ela não está confinada a nenhuma religião; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se  deixa penetrar por aqueles que têm “ simplicidade de coração e humildade de espírito” Por meio de seus recursos infinitos, recebemos as mais sublimes contribuição – psicológicas, filosóficas, artísticas, cientificas  religiosas – alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmo.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos



27 de janeiro de 2013

Respeito

De que maneira as pessoas as pessoas nos tratam? Sentimo-nos constantemente usados ou desrespeitados? As vezes, permitimos que os outros nos tracem metas ou objetivos sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de perfeitos? A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do que sentimos.

Nossos sentimentos são parte  importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do cotidiano.
Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros, como eles devem nos tratar. Se nós não nos aceitamos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos amará?

Examinemos nossos e atitudes e nos perguntemos: Porque permito que me trate com desconsideração? O que estimula  aos outros a se comportarem desprezo em relação á minha pessoa? Se nós nos auto-responsabilizamos pela forma como somos tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer por qualquer desilusão ou sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas nossas próprias ilusões e desenganos. Não somos nem melhores nem piores que ninguém. Ao recusarmos o respeito de nos mesmo, estamos abdicando do direito de exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentimentos diminuídos diante do mundo e destituídos da habilidade de dar e de receber amor.

O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal. Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma. Autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmo. Quando ele se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são sempre ideias claras, providas de síntese e simplicidade, eu a vida Providencial murmura no imo de nossa alma.

Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos pronto, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento, todo apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos reservou.
Somente optando pelo pelo auto-respeito é que conseguimos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmo.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos