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Livro das Energias e da Criação - A base energética da criação
Infelizmente, a
maioria de nós porta-se como um barco desgovernado, à mercê dos vendavais e dos
rochedos, por não ter a âncora necessária quando os ventos sopram e as ondas se
avolumam.
Não acreditamos estar nas mãos de Deus. Sentimos-nos
isolados, fora do contexto universal. Não acreditamos que cada coisa permanece
em seu devido lugar e que tudo tem um fim providencial. Não possuímos uma visão
detalhada da sequência do desenvolvimento da vida sobre a Terra; vemos o mundo
desconectado do todo, porque nossa percepção interior está desmembrada da
inteligência Cósmica.No Universo, não há nada que esteja desvinculado da
sabedoria das leis divinas ou naturais. Tudo que existe está de acordo com a
Ordem Celestial, e cada um de nós faz parte de um plano específico de Deus.
Somos unos, somos todos irmãos. Todos nós somos águas da
mesma fonte, mas corremos momentaneamente em leitos diferentes. Não somos hoje o que fomos ontem e nem seremos amanhã o que
somos agora; transformamo-nos dinamicamente ao longo de etapas ou fases de
aprimoramento espiritual. A Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma
tendência inata de ser ela mesma. O progresso da alma pode, em termos, ser
comparado com o crescimento físico. O Homem se desenvolve, ele mesmo,
naturalmente. Não é necessário forçar a capacidade evolutiva do ser humano.
Trazemos na intimidade uma singularidade só nossa. Todos
somos diferentes, e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diferentes,
e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diante do mundo usando nossa
originalidade.
A inteligência Cósmica nos dotou, desde a criação, de dons e
talentos necessários para darmos ao Universo a nossa cota de participação.
A maior tarefa que nos cabe na Terra é aceitarmos
naturalmente a atual condição evolutiva e nos realizarmos manifestando a nossa
verdadeira individualidade de filhos de Deus em processo de crescimento,
designados a cumprir os planos divinos que Ele arquitetor para cada um de nós.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Ao estudarmos as filosofias e religiões, orientais, podemos nos certificar de que Buda jamais de declarou um Deus ou um salvador, mas afirmava ser uma criatura que atingira a iluminação por meio da auto-reflexão, ou um caminhante que encontrara o próprio caminho. Buda não induzia as pessoas a adora-lo, mas a seguir suas experiências de vida e seus exercícios espirituais, a fim de que cada um encontrasse a própria iluminação. Ele indicava o caminho da auto-realização, jamais se proclamou um caminho a ser seguido.
Na verdade, Buda receava que as pessoas pudessem vir a adorá-lo, porque sabia que é mais cômodo adorar algo ou alguém do que descobrir por si só a essência divina que existe no âmago da própria alma. Como seguidores de Jesus Cristo, todos nós buscamos como o Caminho, a verdade e a Vida. Encontraremos nele a palavra de sabedoria, a inspiração e a mensagem renovadora.
Sidarta Gautama dizia: “A pessoa sábia, que corre quando é hora de correr e que diminui o ritmo quando é hora de diminuir, é profundamente feliz, porque tem suas prioridades bem estabelecidas". Quem vê e compreende claramente as coisas possui disposição, vontade, humor e coragem, pois não fica arrebatado pelo futuro, nem preso ao passado. Só quando estamos em contato com nós mesmos é que adquirimos perfeita visão de como diminuir ou aumentar o ritmo das coisas em nossa vida. Viver prazerosamente fundamenta-se em ver com clareza íntima como estão agindo em nós o desejo e o apego.
No desejo, corremos ansiosamente a fim de conquistar a qualquer preço o que não temos. No apego, paralisamos o passo, agarrando-nos a tudo aquilo que já possuímos. Buda alerta que não devemos permitir que o julgamento dos outros determine quem somos e o e o que devemos sentir ou fazer. A propósito, não devemos deixar que o ponto de vista dos outros decida a hora de correr, desacelerar o passo ou parar completamente. Se nós deixarmos que os elogios e as críticas das pessoas afetem nosso “senso íntimo” , então seremos prisioneiros do juízo alheio e perderemos a alegria de viver.
Precisamos perceber e valorizar nossos sentimentos e emoções, porque eles são o sal da nossa vida. Disse Jesus: Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Tende sal em vós mesmo e vivei em paz uns com os outros.
Diz-se popularmente que uma “criatura insossa” não tem graciosidade, é desinteressante e monótona; pudera, ela não age baseada nas suas sensações interiores. Só quando os nossos sentimentos são reconhecidos, observados e estudados claramente em nós uma aura de autonomia e segurança: e, a partir daí, seremos respeitados e valorizados.
As emoções são as melhores informantes do nosso mundo interior e exterior, elas nos avisam, acima de tudo, sobre aquilo que devemos ou não fazer. E observando-as com atenção e submetendo-as ao nosso bom senso que saberemos como nos conduzir nas relações sociais, afetivas, profissionais e outras tantas. O desejo e o apego, privados da consciência reflexiva, estreitam nossa visão de felicidade, descartando novas possibilidades de uma vida pacífica e alegre.
Enquanto vivermos de forma mecânica, irrefletida e sem a intervenção consciente da lucidez e do discernimento, nos privaremos de possuir uma mente tranquila e um coração pacífico.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
François Marie Arouet, dito Voltaire, poeta e escritor francês do século XVIII, escreveu: "Prazer pela liberdade aumenta á medida que dela se desfruta”. O criador, que nos concedeu a vida, deu-nos ao mesmo tempo a liberdade. O que levou Paulo de Tarso a proclamar: "É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firme, portanto, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão”
A rigidez mental é uma é uma das formas mais corriqueiras de atrair o sofrimento. Mudança é um mecanismo espiritual através do qual Deus assegura a evolução. Quem não evolui fica paralisado, desenvolvendo um verdadeiro entorpecimento interior.
Para transformar a vida a vida para melhor, temos que começar a nos mudar por dentro. E, para tanto, precisamos inicialmente desfazer os diversos conceitos equivocados que nos foram transmitidos de forma não-intencional pelos nossos pais, vós, amigos, professores, ou até mesmo pela literatura de diversas correntes de pensamentos-científicos, filosóficos e religioso. Talvez estejamos tão rijos intimamente que sentiremos dificuldade em Dar os primeiros passos rumo à liberdade, mas, com determinação e com o passar do tempo, tomaremos consciência cada vez mais de como é agradável e realizadora, a mudança interior. Aí tudo se tornará mais fácil.
Quando nos desfazemos das crenças inadequadas, morre em nós tudo aquilo que é velho, e passamos a reformular ou remodelar novos caminhos, dinamizando a casa mental e ampliando o universo pessoal. Quer aceite ou não o mundo está progredindo. A Natureza está em constante evolução, por isso temos necessidade de fazer uma constante auto-observação dos nossos valores, idéias e crenças.
Existem muitas pessoas que dizem: Meus pais sempre pensaram e agiram dessa forma, eu também penso e ajo igualmente. Outros afirmam: Minha família sempre abraçou esses conceitos; ora, porque eu haveria de troca-los? É obvio que nós não estamos aqui querendo induzir as criaturas a desprezar as memórias, os ensinos ou experiências familiares, mas é preciso que entendamos que o mundo progride e, em decorrência disso, muitos coisas se modificam em nossa existência. Queiramos ou não, a mudança gera sempre um desafio existencial.
Liberdade é um direito natural, faz parte de nossa herança divina, e, para crescermos, devemos usá-la sempre que necessário. Eis algumas perguntas que podemos fazer a nós mesmo para identificarmos nossas crenças e valores, positivos ou não, e como eles afetam a nossa vida diária: Qual o grau de influência da opinião alheia sobre meus atos e atitudes? O que me dificulta ter suficiente autonomia para tomar minhas próprias decisões? O que me impede de desfrutar uma vida plena? Porque costumo fingir para agradar os outros? Qual a razão de manter minha reputação alicerçada em um modulo exemplar? Meus conceitos facilitam autoconfiança?
Na realidade, o livre-arbítrio – liberdade de agir e de pensar – nos concede o poder de mudar nossas ideias, nossos modelos, concepções ou pensamentos, e de optar por crenças mais apropriadas ou favoráveis ao desenvolvimento de uma nova concepção do universo interior e exterior. A liberdade, como todas as demais conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente se for compartilhada com os outros.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Um estudo preliminar publicado pela American Psychological Association demonstrou que, mesmo que a pessoa não siga a carreira musical por muito tempo, ter aulas de música na infância trazem diversos benefícios ao cérebro, e essas melhorias continuam por décadas.
A pesquisa recrutou 70 adultos saudáveis com idades entre 60 e 83 anos que foram divididas em grupos de acordo com seus níveis de experiência musical. Os músicos tiveram melhor desempenho em testes cognitivos severos quando comparados com indivíduos que nunca estudaram um instrumento ou como ler cifras ou partituras. Os resultados foram publicados no jornal Neuropsychology.
"A atividade musical ao longo da vida pode servir como um exercício cognitivo desafiador, tornando seu cérebro mais apto e capaz de responder aos desafios do envelhecimento" comentou a pesquisadora Brena Hanna-Plady, PhD. "Como estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado, isso pode criar conexões alternativas no cérebro que podem compensar o declínio cognitivo que surge quando envelhecemos".
Muitas pesquisas já foram realizadas sobre os benefícios da atividade musical em crianças, mas este é o primeiro que extende-os por uma vida inteira, diz Hanna-Pladdy, uma neuropsicóloga que conduziu o estudo com a psicóloga clínica Alicia MacKay, PhD, no University of Kansas Medical Center.
O primeiro grupo de participantes incluia sujeitos com nenhum treinamento social, no segundo ficaram pessoas que estudaram música por um período de 1 a 10 anos e o terceiro incluia os participantes com pelo menos 10 anos de estudo de música. Todos os participantes tinham níveis similares de educação e condicionamento físico, e não mostravam qualquer sinal de Alzheimer.
Foram aplicados testes cognitivos nos participantes. Os indivíduos com maior intrução musical foram os que obteram os melhores resultados na bateria de testes, seguidos pelas pessoas com experiência musical mediana, e em terceiro lugar ficou o grupo dos não-músicos. Os músicos com bastante prática obteram scores bem maiores quando comparados aos não-músicos em testes relacionados à memória visuoespacial, nomeação de objetos e flexibilidade cognitiva (a capacidade cerebral do cérebro a se adaptar diante de novas informações). As funções cerebrais medidas pelos testes normalmente declinam com o envelhecimento do corpo. Os resultados demonstraram que o estudo e a prática musical podem auxiliar na prevenção do declínio da atividade cerebral.
Metade dos músicos de alto nível ainda tocava um instrumento na época da realização do estudo, mas eles não tiveram melhor desempenho nos testes do que as pessoas com experiência musical que tinham parado há alguns anos. Isso sugere que a duração do estudo musical é mais importante do que se os músicos continuavam tocando em idade avançada, disse Hanna-Plady. Além disso, ela complementa: "Baseando-se em pesquisas anteriores, nós acreditamos que tanto os anos de participação musical quando a idade de aquisição são críticas. Existem períodos que são cruciais para a neuroplasticidade que permite o aprendizado, o que pode tornar mais fácil aprender um instrumento musical antes de uma certa idade e que pode ter maior impacto no desenvolvimento cerebral".
O estudo preliminar foi correlacional, o que significa que maior performance cognitiva dos artistas não poderia ser ligado a seus anos de estudo musical de forma conclusiva. Hanna-Plady, que conduziu estudos adicionais sobre o tema, afirma que mais pesquisas são necessárias para explorar essa possível ligação.
Compaixão – manifestação de um coração aberto. "Há mais felicidade em dar que receber.”. Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornarmos mais realista, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.
Se quisermos a paz do mundo, sejamos pessoas felizes. O bem-aventurado é um agente da paz, pois as criaturas maduras possuem uma compassiva “noção de vida”. Por isso, afirmam os Espíritos Benevolentes: aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos veem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas, ainda uma vez, isto depende da sua elevação.
Ao abrirmos o coração para alguém, vivenciamos uma forma de empatia – sentimos o que ele sentiria caso estivéssemos vivenciando a sua situação. Isso é uma questão de ressonância. Só podemos apoiar e cooperar se nossos estados interiores forem sensibilizados; apenas podemos compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém se elas também nos tocarem. Se não nos permitimos sentir medo, amor, tristeza ou alegria, não podemos reagir a esses sentimentos diante das pessoas e podemos até duvidar do que elas os estejam experimentando.
Compaixão está associado a empatia. Perde o bom senso quem não estabelecer limites nos bens que vai dar ou receber. Alguns de nós fazemos favores ou concedemos benefícios aos outros sem critério ou fundamentação alguma.
No entanto, empatia não é medir ou julgar alguém por nós. Não é nos colocarmos no lugar da criatura e ficarmos ilusoriamente imaginando seu sofrimento. Empatia é o contato direto do nosso coração com o coração de outro ser humano. A ajuda verdadeiramente sapiencial é aquela que permite que as pessoas á nossa volta aprendam a se desenvolver, solucionando suas dificuldades por si mesma.
O ser compassivo não invade a vida alheia. Os indivíduos só mudam quando estão prontos para mudar. Algumas religiões podem distorcer nossa concepção de mundo, utilizando a culpa ou o fanatismo como forma de nos controlar ou de nos forçar a doar coisas. A viseira do emocionalismo pode nos levar á frustração e ao desapontamento. Podemos ser coagidos a conceder benefícios ou participar de doações materiais, usando uma forma distorcida de compaixão. Muitos de nós nos doamos porque esperamos receber em troca atenção e respeito de outras pessoas. Isso não é ajuda real nem mesmo está unido ao amor; mais se assemelha a uma forma de barganha, seguida de eterna cobranças.
Para que possamos cooperar efetivamente com alguém, é preciso abrirmos mão de nossa arrogância salvacionista, a de acreditar que a redenção das almas que amamos depende, única e exclusivamente, de nosso desempenho e de nossa dedicação. Cada pessoa e, uma obra prima de Deus. E, quando subestimamos a força divina que há no outro, nossos relacionamentos ficam anêmicos e áridos. A compaixão salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.
Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vista á integração e á solidariedade entre as pessoas.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Todas as almas veneráveis da humanidade possuíam e possuem plena consciência de que falar de humildade não torna ninguém humilde. Realmente, a humildade nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais, mas com a forma de comportamento íntimo.
Na atualidade, ainda se associa humildade com inferioridade, submissão e pobreza; no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma, porque o verdadeiro humilde não acredita que seja.
O humilde examina e pondera o orgulho porque um dia também o foi; o arrogante, porém, como ainda não conquistou a humildade, não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Aliás, só quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar, quem não tem exibe, de maneira ousada e insolente, sua capacidade, poder, prestigio ou cultura.
Os indivíduos humilde realça a simplicidade das coisas dada a facilidade surpreendente de aprender e organizar os dados de uma situação. Eles penetram na essência das coisas, pois desenvolveram a habilidade de "fazer a mente silenciar”. É no silêncio mental que os ciclos habituais ou condicionados das regras e normas preconceituosas cessam, que os padrões de pensamentos inadequados são interrompidos, para que haja a internalização da inteligência universal em nós.
Os humildes aprenderam, com a introspecção, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente” por onde flui silenciosamente a inteligência universal.
Quando o eminente educador Hippolyte Léon Denizard Rivail questiona os Espíritos Superiores: Qual é a fonte da inteligência?”, eles respondem: "já o dissemos: a inteligência universal”
A inteligência universal é o instrumento pelo qual retornamos a conexão com a Causa Primeira. Ela não está confinada a nenhuma religião; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se deixa penetrar por aqueles que têm “ simplicidade de coração e humildade de espírito” Por meio de seus recursos infinitos, recebemos as mais sublimes contribuição – psicológicas, filosóficas, artísticas, cientificas religiosas – alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmo.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
De que maneira as pessoas as pessoas nos tratam? Sentimo-nos
constantemente usados ou desrespeitados? As vezes, permitimos que os outros nos
tracem metas ou objetivos sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando
estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos
valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de
perfeitos? A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem
nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do
que sentimos.
Nossos sentimentos são parte
importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então
saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do
cotidiano.
Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando
nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros, como eles devem nos tratar.
Se nós não nos aceitamos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos
amará?
Examinemos nossos e atitudes e nos perguntemos: Porque
permito que me trate com desconsideração? O que estimula aos outros a se comportarem desprezo em
relação á minha pessoa? Se nós nos auto-responsabilizamos pela forma como somos
tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos
vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer por qualquer desilusão ou
sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas
nossas próprias ilusões e desenganos. Não somos nem melhores nem piores que
ninguém. Ao recusarmos o respeito de nos mesmo, estamos abdicando do direito de
exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentimentos diminuídos diante do
mundo e destituídos da habilidade de dar e de receber amor.
O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal.
Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros
a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma.
Autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmo. Quando ele se instala em
nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições
que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são
sempre ideias claras, providas de síntese e simplicidade, eu a vida
Providencial murmura no imo de nossa alma.
Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir
dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos
pronto, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento,
todo apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos
reservou.
Somente optando pelo pelo auto-respeito é que conseguimos o
respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós
mesmo.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
O sábio, por ter
plena consciência da impossibilidade de possuir conhecimento absoluto,
reconhece com humildade as muitas coisas que ignora, não incorrendo na
presunção de tudo saber ou conhecer. Aliás, o orgulho inibe a compreensão de
tudo aquilo que se alcança com humildade.
A pessoasábia não se opõeà ação da Natureza, mas entra em sintonia e
atua juntamente com ela. Todas as leis da Natureza são leis divinas, porque
Deus é o Autor de todas ascoisa.
Quando desprezamos
nossa fonte de sabedoria interior rejeitamos parte importante de nossa
realidade interna, porquanto as leis de Deus estão escritas na consciência.
O sábio tem plena
certeza de que é soberano e escravo do próprio destino; senhor supremo de seus
atos e prisioneiro de seus efeitos compulsórios.
Os grandes
educadores da humanidade são considerados homens de sabedoria.. São eles que
caminham á frente no tempo e no espaço, revelando-nos, capacidade e habilidade
ocultas, que sempre existiram dentro de nós.
A partir disso,
compreendemos que o modode ensinar de
todos os grandes mestres baseava-se fundamentalmente na educação como método de
percepção e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento e dos talentos inatos – a
vocação peculiar e espontânea existente dentro do próprio homem. O verbo educar
vem do latim educare e significa ação de lançar para fora, colocarà mostra,
tirar de dentro.
Referência:"Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Nossa impaciência desequilibra os processos internos e
externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso
modo de ver e enfrentar conflitos.Lembremo-nos de quetodo problema
contém em si mesmo a semente da solução.
Tão logo nos
permitimos pensar na Natureza como algo vivo e atuante em nós, começamos a
perceber que nunca perdemos nosso “sentido de ligação” com o mundo natural. É
como se emergisse de nosso interior uma“parte adormecida” que sempre soube disso: por conseguinte, começamos a
religar a vida íntima as forças criativas manifestadas em toda a evolução.
A capacidade de
persistir numa atividade com constância e perseverança é um dos atributos da
Natureza. Precisamos aprender com ela habilidade de equilibrar e realizar
tarefas numa silenciosa quietude, pois a impetuosidade e a afobação que muitas
vezes demonstramos podem destruir em
minutos o que levamos anos para construir.
Suportemos com calma, tudo que acontece em nossa existência.
Procuremos decifrar, aprender e reflitir as mensagens enigmáticas que nos
chegam através da linguagem da evolução natural. A Natureza não dá saltos – a
borboleta não chegou ao que é sem antes ter sido lagarta.
No entanto, a paciência não é passividade, estagnação,
ociosidade ou paralisação. É antes um potencial a ser desenvolvido com
serenidade, persistência e constância. Ela permite que possamos descobriro momento certo de perseverar ou de abdicar
de relações, situações, vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia.
Os Espíritos Superiores possuem a necessária paciência de
revelar certos ensinamentos na ocasião oportuna. Sabem que o processo de
amadurecimento e crescimento humano é constante, mas gradual. Eles reconhecem
que a cada coisa se deve dar o devido tempo, e que tudo que se diz de forma
precipitada pode ser mal interpretada ou não entendida. Por isso, utilizam-se
da natureza evolutiva, levando em conta a condição de tempo, lugar ou modo que
cerca e acompanha as pessoas, fatos ou acontecimentos.
Nossa impaciência desequilibra os processos internos e
externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso
modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problemas contém em
si mesmo a semente da solução.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Denominamos “desapego defensivo” o mecanismo de fuga da realidade, utilizado de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento
auto-imposto proveniente do medo de amar, oumesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou ideias e de
serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e submissão fora do
próprio controle.
Esse “desapego de proteção” tem como base profunda um processo
mental ativado tão logo o indivíduo perceba algo ou alguém que tenha grande
significado para ele, e que, se o perdesse, seria muito doloroso. Ele adota uma
atitude de contenção dos sentimentos e se isola com indiferença e desprezo
diante do seu mundo sensível.
Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura
íntima o seguinte pensamento: Eu não me importo, quer dizer, não abro as
portas do meu sentimento. Assim, ele não se sentirá frustrado ouameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter
atingido um real desapego, quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência
da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou
seja, restringe e mutila a vida ativa.
Por outro lado o desapegosaudável é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e a uma expansão
da consciência, enquantoa experiência
defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam
numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios,
envolvidas, que estão por uma atmosfera falsa renúncia altruísmo.
Uma atitude auto-imposta por dúvida e desconfiança,
insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e
nos desvia do dinamismo evolutivo da Vida Providencial.
Referência:"Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Pairam sobre a grave noite moral que se abate a humanidade,
as promessas consoladoras de Jesus, enunciadas em época relativamente
semelhante, quando a estroinice e a miséria se disputavam destaque, e o
sofrimento, o poder usurpador de Roma,
reduzia o mundo à ínfima condição de
escravo.
O homem,
ensoberbecido pelas conquistas que o arrojaram para o mundo exterior,
estorcega-se nas constrições da angústia, padecendo os rudes efeitos da
desgraça a que se entregou, olvidando Deus e a alma, enquanto entronizava o
corpo e as paixões dissolventes, em pesadelos torpes.
Não obstante as reivindicações de paz que propõe, ainda
espalha os focos das guerras, e, embora fomente o progresso tecnológico,
arroja-se aos desgastes campeonatos do
prazer, entorpecendo os sentimentos e avançando na direção dos despenhadeiros
da loucura e do suicídio. São estes, os dias de opulência e de mesquinhez, de exuberância e de escassez, demonstrando que a única ética
portadora de esperança é a do Evangelho. A cultura enlouquecida prossegue ultrajando a consciência
humana, porque a ética permanece fundamentada no imediatismo dos interesses materiais.
Ante os paradoxos
que se chocam, nos arraias da civilização, o homem vê-se impelido a examinar a
vida com mais respeito e o seu próprio destino com melhor raciocínio.
Nessa busca, inevitavelmente, descobrirá que é um ser
imortal, compreendendo que a proposta do momento cristão primitivo. Nessa criatura, que se candidata á renovação, nasce Jesus,
silenciosamente, no seu íntimo, iniciando uma etapa nova.
Esse, qual ocorreu com aquele Natal de há dois mil anos,
iluminar-lhe-á a vida e o conduzirá á plenitude, fazendo-o volver os olhos para
o seu redor e experimentar a solidariedade com os que sofrem, espalhando
dádivas de esperança e de misericórdia com que os felicitará, mudando a paisagem onde se
encontram, ao embalo das vozes angélicas, novamente repetindo o inesquecível
refrão: Glória a Deus nas alturas; paz na Terra e boa vontade para com os
homens!
Referência:Alegria de Viver, de Divaldo Pereira Franco (Joanna de Ângelis)