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Todas as almas veneráveis da humanidade possuíam e possuem plena consciência de que falar de humildade não torna ninguém humilde. Realmente, a humildade nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais, mas com a forma de comportamento íntimo.
Na atualidade, ainda se associa humildade com inferioridade, submissão e pobreza; no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma, porque o verdadeiro humilde não acredita que seja.
O humilde examina e pondera o orgulho porque um dia também o foi; o arrogante, porém, como ainda não conquistou a humildade, não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Aliás, só quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar, quem não tem exibe, de maneira ousada e insolente, sua capacidade, poder, prestigio ou cultura.
Os indivíduos humilde realça a simplicidade das coisas dada a facilidade surpreendente de aprender e organizar os dados de uma situação. Eles penetram na essência das coisas, pois desenvolveram a habilidade de "fazer a mente silenciar”. É no silêncio mental que os ciclos habituais ou condicionados das regras e normas preconceituosas cessam, que os padrões de pensamentos inadequados são interrompidos, para que haja a internalização da inteligência universal em nós.
Os humildes aprenderam, com a introspecção, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente” por onde flui silenciosamente a inteligência universal.
Quando o eminente educador Hippolyte Léon Denizard Rivail questiona os Espíritos Superiores: Qual é a fonte da inteligência?”, eles respondem: "já o dissemos: a inteligência universal”
A inteligência universal é o instrumento pelo qual retornamos a conexão com a Causa Primeira. Ela não está confinada a nenhuma religião; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se deixa penetrar por aqueles que têm “ simplicidade de coração e humildade de espírito” Por meio de seus recursos infinitos, recebemos as mais sublimes contribuição – psicológicas, filosóficas, artísticas, cientificas religiosas – alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmo.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
De que maneira as pessoas as pessoas nos tratam? Sentimo-nos
constantemente usados ou desrespeitados? As vezes, permitimos que os outros nos
tracem metas ou objetivos sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando
estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos
valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de
perfeitos? A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem
nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do
que sentimos.
Nossos sentimentos são parte
importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então
saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do
cotidiano.
Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando
nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros, como eles devem nos tratar.
Se nós não nos aceitamos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos
amará?
Examinemos nossos e atitudes e nos perguntemos: Porque
permito que me trate com desconsideração? O que estimula aos outros a se comportarem desprezo em
relação á minha pessoa? Se nós nos auto-responsabilizamos pela forma como somos
tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos
vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer por qualquer desilusão ou
sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas
nossas próprias ilusões e desenganos. Não somos nem melhores nem piores que
ninguém. Ao recusarmos o respeito de nos mesmo, estamos abdicando do direito de
exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentimentos diminuídos diante do
mundo e destituídos da habilidade de dar e de receber amor.
O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal.
Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros
a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma.
Autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmo. Quando ele se instala em
nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições
que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são
sempre ideias claras, providas de síntese e simplicidade, eu a vida
Providencial murmura no imo de nossa alma.
Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir
dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos
pronto, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento,
todo apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos
reservou.
Somente optando pelo pelo auto-respeito é que conseguimos o
respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós
mesmo.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
O sábio, por ter
plena consciência da impossibilidade de possuir conhecimento absoluto,
reconhece com humildade as muitas coisas que ignora, não incorrendo na
presunção de tudo saber ou conhecer. Aliás, o orgulho inibe a compreensão de
tudo aquilo que se alcança com humildade.
A pessoasábia não se opõeà ação da Natureza, mas entra em sintonia e
atua juntamente com ela. Todas as leis da Natureza são leis divinas, porque
Deus é o Autor de todas ascoisa.
Quando desprezamos
nossa fonte de sabedoria interior rejeitamos parte importante de nossa
realidade interna, porquanto as leis de Deus estão escritas na consciência.
O sábio tem plena
certeza de que é soberano e escravo do próprio destino; senhor supremo de seus
atos e prisioneiro de seus efeitos compulsórios.
Os grandes
educadores da humanidade são considerados homens de sabedoria.. São eles que
caminham á frente no tempo e no espaço, revelando-nos, capacidade e habilidade
ocultas, que sempre existiram dentro de nós.
A partir disso,
compreendemos que o modode ensinar de
todos os grandes mestres baseava-se fundamentalmente na educação como método de
percepção e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento e dos talentos inatos – a
vocação peculiar e espontânea existente dentro do próprio homem. O verbo educar
vem do latim educare e significa ação de lançar para fora, colocarà mostra,
tirar de dentro.
Referência:"Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Nossa impaciência desequilibra os processos internos e
externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso
modo de ver e enfrentar conflitos.Lembremo-nos de quetodo problema
contém em si mesmo a semente da solução.
Tão logo nos
permitimos pensar na Natureza como algo vivo e atuante em nós, começamos a
perceber que nunca perdemos nosso “sentido de ligação” com o mundo natural. É
como se emergisse de nosso interior uma“parte adormecida” que sempre soube disso: por conseguinte, começamos a
religar a vida íntima as forças criativas manifestadas em toda a evolução.
A capacidade de
persistir numa atividade com constância e perseverança é um dos atributos da
Natureza. Precisamos aprender com ela habilidade de equilibrar e realizar
tarefas numa silenciosa quietude, pois a impetuosidade e a afobação que muitas
vezes demonstramos podem destruir em
minutos o que levamos anos para construir.
Suportemos com calma, tudo que acontece em nossa existência.
Procuremos decifrar, aprender e reflitir as mensagens enigmáticas que nos
chegam através da linguagem da evolução natural. A Natureza não dá saltos – a
borboleta não chegou ao que é sem antes ter sido lagarta.
No entanto, a paciência não é passividade, estagnação,
ociosidade ou paralisação. É antes um potencial a ser desenvolvido com
serenidade, persistência e constância. Ela permite que possamos descobriro momento certo de perseverar ou de abdicar
de relações, situações, vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia.
Os Espíritos Superiores possuem a necessária paciência de
revelar certos ensinamentos na ocasião oportuna. Sabem que o processo de
amadurecimento e crescimento humano é constante, mas gradual. Eles reconhecem
que a cada coisa se deve dar o devido tempo, e que tudo que se diz de forma
precipitada pode ser mal interpretada ou não entendida. Por isso, utilizam-se
da natureza evolutiva, levando em conta a condição de tempo, lugar ou modo que
cerca e acompanha as pessoas, fatos ou acontecimentos.
Nossa impaciência desequilibra os processos internos e
externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso
modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problemas contém em
si mesmo a semente da solução.
Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Denominamos “desapego defensivo” o mecanismo de fuga da realidade, utilizado de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento
auto-imposto proveniente do medo de amar, oumesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou ideias e de
serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e submissão fora do
próprio controle.
Esse “desapego de proteção” tem como base profunda um processo
mental ativado tão logo o indivíduo perceba algo ou alguém que tenha grande
significado para ele, e que, se o perdesse, seria muito doloroso. Ele adota uma
atitude de contenção dos sentimentos e se isola com indiferença e desprezo
diante do seu mundo sensível.
Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura
íntima o seguinte pensamento: Eu não me importo, quer dizer, não abro as
portas do meu sentimento. Assim, ele não se sentirá frustrado ouameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter
atingido um real desapego, quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência
da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou
seja, restringe e mutila a vida ativa.
Por outro lado o desapegosaudável é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e a uma expansão
da consciência, enquantoa experiência
defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam
numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios,
envolvidas, que estão por uma atmosfera falsa renúncia altruísmo.
Uma atitude auto-imposta por dúvida e desconfiança,
insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e
nos desvia do dinamismo evolutivo da Vida Providencial.
Referência:"Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
Pairam sobre a grave noite moral que se abate a humanidade,
as promessas consoladoras de Jesus, enunciadas em época relativamente
semelhante, quando a estroinice e a miséria se disputavam destaque, e o
sofrimento, o poder usurpador de Roma,
reduzia o mundo à ínfima condição de
escravo.
O homem,
ensoberbecido pelas conquistas que o arrojaram para o mundo exterior,
estorcega-se nas constrições da angústia, padecendo os rudes efeitos da
desgraça a que se entregou, olvidando Deus e a alma, enquanto entronizava o
corpo e as paixões dissolventes, em pesadelos torpes.
Não obstante as reivindicações de paz que propõe, ainda
espalha os focos das guerras, e, embora fomente o progresso tecnológico,
arroja-se aos desgastes campeonatos do
prazer, entorpecendo os sentimentos e avançando na direção dos despenhadeiros
da loucura e do suicídio. São estes, os dias de opulência e de mesquinhez, de exuberância e de escassez, demonstrando que a única ética
portadora de esperança é a do Evangelho. A cultura enlouquecida prossegue ultrajando a consciência
humana, porque a ética permanece fundamentada no imediatismo dos interesses materiais.
Ante os paradoxos
que se chocam, nos arraias da civilização, o homem vê-se impelido a examinar a
vida com mais respeito e o seu próprio destino com melhor raciocínio.
Nessa busca, inevitavelmente, descobrirá que é um ser
imortal, compreendendo que a proposta do momento cristão primitivo. Nessa criatura, que se candidata á renovação, nasce Jesus,
silenciosamente, no seu íntimo, iniciando uma etapa nova.
Esse, qual ocorreu com aquele Natal de há dois mil anos,
iluminar-lhe-á a vida e o conduzirá á plenitude, fazendo-o volver os olhos para
o seu redor e experimentar a solidariedade com os que sofrem, espalhando
dádivas de esperança e de misericórdia com que os felicitará, mudando a paisagem onde se
encontram, ao embalo das vozes angélicas, novamente repetindo o inesquecível
refrão: Glória a Deus nas alturas; paz na Terra e boa vontade para com os
homens!
Referência:Alegria de Viver, de Divaldo Pereira Franco (Joanna de Ângelis)
A maioria das pessoas
tem uma visão distorcida da alegria, pois a confunde com festas frívolas e
divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados; enfim,
satisfações puramente emocionais.
Aliás, não há nada de
errado em ser jovial, bem-humorado, festivo e risonho. Sentir as emoções
terrenas incluí-se entre asprerrogativas que o Criador destinou suas criaturas. Vivenciar a
normalidade das sensações humanas é um processo natural estabelecido pela Mente
Celestial.
A verdadeira alegria
está associada à entrega total da criatura nas mãos da Divindade, ou mesmo à
aceitação de que Inteligência Celestial a tudo provê e socorre. É a confiança
integral em que tudo está justo e certo e a convicção ilimitada nos desígnios
da Providência Divina.
Ninguém fica feliz
por decreto, sente imensa satisfação apenas quem está iluminada pela chamaceleste. Rejubila-se realmente aqueleque se identificou com a Divindade e
descobriu que a lei natural é a de Deus e a única verdadeira para a felicidade
do homem.
A alegria espontânea
realça a beleza e a naturalidade dos comportamentos humanos. Cultivar o reino
espiritual em nósfacilita-nos a
aprendizagem de a alegria real não é determinada por fatosou forças externas, mas se encontra no
silêncio da própria alma, onde a inspiração divina vibra incessantemente.
O verdadeiro contentamento
fundamenta-se no fato de usarmos de forma, consciente e sensata a capacidade de
ser, pensar, sentir e agir. A alegria de viver está baseada na certeza queexperimentamos quando reconhecemos que
palpita em nós uma tarefa suprema – o Self ou Si mesmo- que é a de manter todo
o nosso sistema psíquico unido e reedificado toda vez que ele correr perigo de
se fragmentar ou desequilibrar.
Quando seguramos as rédeas da própria existência,
assenhoreando-nos dela, vivemos tranquilos e felizes e não mais necessitamos
impor, comandar e controlar os outros, nem utilizar compulsoriamentea aprovação e os aplausos alheios para
decidir ou agir, porquanto estamos firmados em nossos mais profundo “senso de
identidade” com a Consciência Sagrada.
Referência:"Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos
O ser humano é um ser pensante que anda a procura da felicidade e não se deu conta de que tudo está com ele. Deus colocou todas as sementes do amor dentro de cada um de nós. Basta desenvolvê-las. Existem só dois caminhos para você escolher: o do amor e o da dor.
Nos próximos dias, vamos trabalhar juntos os seguintes temas:
Alegria
Desapego
Sabedoria
Paciência
Afetividade
Autoconhecimento
Respeito
Liberdade
Lucidez
Naturalidade
Humildade
Compaixão
Coragem
Compreensão
Individualidade
Segurança
Renovação
Criatividade
Perdão
Amor
Generosidade
Aceitação
Sugestão de leitura: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos, de Francisdo do Espírito Santo Neto, Hammed
De modo geral, o vício e o analfabetismo do sentir são uma
via de mão dupla: um realimenta o outro numa constante permuta energética. Ao analisarmos
profundamente o conceito de vício, constatamos que ele não é somente o uso de
tóxicos, de álcool, de produtos farmacológicos, de nicotina, ou a prática de
jogos de azar. Ele também compreende as atitudes destrutivas: as de julgar, de
seduzir, de culpas, degastar, de
mentir, de martirizar-se, de exibir-se, e outras tantas.
Portanto, uma criatura que se encontra sob a dependência de
quaisquer substância, de pessoas, de situações e de comportamentos pode ser
considerada viciada. São denominados
“analfabetos do sentir” todos aqueles que não sabem exprimir, por palavras,
gestos ou atitudes, suas emoções, vivendo num mar de conflitos por não
identificarem corretamente seus sentimentos e emoções, e torná-los distintos.
Em resumo, aquele que
é inabilitado para discernir ou avaliar claramente as sensações internas, terá
grande probabilidade de adquirir, mais dia, menos dia, algum tipo de vício ou,
no mínimo, estará sujeito a algum tipo de vício ou no mínimo, estará sujeito a
alguma dependência.
Não somos o que os
outros dizem que somos, nem somos o que pensamos que somos; somos o que
sentimos. Sofremos porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e
emoções, mas porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e emoções, mas
porque seguimos convenções fundamentadas em regras partidárias e normas sócias
que discriminam características sexuais, éticas, culturais e religiosas.
A Natureza não é
diplomática, ela não negocia visando à defesa dos interesses pessoais. Cada um é uma obra-prima de Deus; em vista disso, por mais
quese criem leis, elas não conseguem
regulamentar os seres únicos que somos. Os padrões da sociedade nunca conseguem
abranger o âmago do ser, porque este foge dos parâmetros que o cercam tentando
limitá-lo.
A criatura
analfabeta do sentir, em princípio não tem a menor ideia de como identificar e
começar a lidar com seus sentimentos e emoções. Por isso, solicitar a ela que
diferencie as suas muitas emoções é como pedir a uma criança de pouco meses de
idade que não seja birrenta ou chorosa. Raiva, tristeza,
ansiedade, angustia, solidão, cansaço, medo, vergonha, carinho ou amor não lhe
dão a impressão de ser sensações diversificadas; para ela todas se apresentam
confusamente misturadas.
Nossos sentimentos e
emoções são tudo o que temos para perceber a luz da vida”. Não experimentá-los
nem expressá-los seria o mesmo que destruirmos o elo com nosso âmago; seria
vivermos em constante ilusão, distanciados do verdadeiro significado da vida. Sentimentos e emoções não são errados ou impróprios; são
apenas energias emocionais, e não traços de personalidades. Nãoprecisamos nos culpar por experimenta-los.
Afinal, admitir medo
ou raiva nos proporciona um “estado de alerta”, para que possamos nos defender
de algo ou de alguém, enquanto o medo é um mediador favorável diante de
“situações de risco.”
Por exemplo, sentir inveja é muito diferente do agir com
base nelas. Não é porque temos eventuais crises de inveja que devemos ser
considerados indivíduos “maus”; sentir inveja não é o mesmo que roubar, lesar
ou causar dano a alguém. Da mesma forma, quando registramos súbita sensações de
compaixão e generosidade, também não podemos ser chamados de pessoas plenamente
bondosos.
Sentimentos e emoções nos guiam e nos fornecem indicações
importantes para nossa vida de relação. Se não sentimos, não analisamos os
pensamentos que os acompanham e não sabemos o que nosso imo está tentando nos
mostrar.
Podemos identificar
sentimentos e emoções em níveis diversos de intensidade, de acordo com nosso
grau de evolução, conceituando cada um com nomenclaturas diversificadas. A
propósito, fazem parte da mesma família do impulso da raiva: o melindre, a
irritação, a mágoa, o ódio, a violência, a crueldade, bem como a bravura, o
arrebatamento, o entusiasmo, a persistência, a determinação, a coragem.
Há inúmeras
sensações emocionais, eis algumas nuances e variações do nosso sentir:
Tristeza + amor = saudade.
Tristeza + raiva = mágoa ou
irritação.
Alegria + amor = ânimo.
Alegria +
medo = ansiedade ou insegurança.
Medo + raiva = depressão ou desânimo.
Medo + tristeza = solidão.
Medo +
alegria = vergonha.
Amor + medo = ciúme.
Amor + raiva = vingança.
Medo + orgulho = timidez.
Raiva +
orgulho = desprezo.
Precisamos começar a
desenvolver nossa própria educação do sentimento, aprendendo o que e como
sentir. Tornamos-nos emocionalmente educados quando nos permitimos sentir todas
as sensações energéticas que partem do nosso universo interno, livres de
julgamentos precipitados e de qualquer condenação, pois os sentimentos são
bússolas que nos norteiam os caminhos da vida.
Assim como o vício e o analfabetismo do sentir andam de mãos dadas, da
mesma forma se potencializam mutualmente a sanidade mental e a educação
emocional. Para que possamos adquerir um coração apaziguado e uma mente
tranquila, devemos aprimorar nossa leitura interna, compreendendo o que os
sentimentos querem nos dizer e utilizando-os apropriadamente para cada fato ou
situação-devemos aprender a escutá-los adequadamente.
Olhamos e admiramos o
Universo a um só tempo com nossas percepções interiores. O valos real de um
sentimento ou emoção pode ser aferido pela constância, determinação e hábito
que revelamos para interpretá-los.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
A cada dia a vida te pede cooperação e desempenho, para que
faças tudo o que estiver a teu alcance – só hoje.
Aquilo que não te for possível fazer, deixa por conta de
Deus. Lembra-te: os mecanismos agora providenciais estão sempre funcionando a teu favor, mesmo quando não os
percebas. A hora é agora.
Em qualquer
situação, oferece o melhor de ti mesmo e vive todo o bem que puderes – só
hoje.
Abraça a causa do bem coletivo, não esmorecendo jamais, e
rejubila-te nas colheitas fartas da serenidade – só hoje.
Reparte do que puderes dispor e desfrutar a lucidez mental para a solução
de teus conflitos íntimos – só hoje.
Colabora com tua habilidade e capacidade para o
engrandecimento da humanidade e a plenitude da realização pessoal – só hoje.
"Não vos preocupeis,
portanto, com o dia de amanhã." A felicidade não está distante, mas aqui e
agora. A alegria não alcançado, e sim no caminho a ser percorrido – só hoje.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
Nossos filhos não
são “fitas virgens”, “livros em branco”,
mas almas antigas em busca da evolução espiritual.
Em nome da missão que os pais têm em relação aos filhos, não determinemos suas
vocações com gestos de autoritarismo e coerção.
Se os
superprotegermos, eles viverão à nossa sombra sem a mínima atitude de decisão
ou opção. Serão inseguros e dependentes e um dia se revoltarão contra o mundo,
que não os mima, e contra nós, que os tratamos com excesso de carinho,
satisfazendo a todos os seus caprichos e vontades.
Nem imposição
sistemática, porque, porque eles trazem do passado suas próprias verdades e
experiências. Nem satisfação de todos os desejos, porque não saberão se
comportar perante os outros.
Nunca tentemos instruí-los projetando neles nossos
propósitos de vida não realizados.
Nossas carências não são as deles e nossos
prazeres e alegrias são diferentes dos prazeres e alegrias deles.
Não os tratemos como bibelôs
de porcelana, nem como objetos raros de
propriedade nossa.
Para educá-los é preciso respeito e muita compreensão.
Portanto, os filhos não são
nossos, são apenas almas imortais que passam momentaneamente pelo nosso lar,
pelas nossas vidas. São Espíritos que
buscam paz e felicidade pelos seus próprios caminhos.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)
A culpa nos paralisa
no tempo e ficamos soterrados sob os escombros de nossos desacertos. Ela interrompe nossas oportunidades de crescimento no presente em virtude de nossa
obstinação neurótica em comportamentos do passado. A culpa se estrutura
nas crenças antigas do “pecado” irreparável e nos alicerces do perfeccionismo.
Só quando aceitarmos
que a vida perfeita é uma impossibilidade humana, quando aprendermos que há
limites em nosso grau evolutivo, quando nos conscientizarmos de que não temos todas as respostas para o que acontece, quando aceitarmos que somos passíveis de falhas ou enganos, quando abandonarmos o
complexo de onipotência, é que a culpa terá acesso restrito em nosso mundo
íntimo.
O arrependimento se
distingue da culpa. O arrependimento se
manisfesta quando tomamos ciência de
que sabíamos fazer algo melhor e
não fizemos, enquanto que a culpa é prepotência daquele
que crê que “deveria ter agido melhor”, que "deveria ter previsto anteriormente os problemas atuais", porém não fez propositadamente, porque seu senso crítico era inexpressivo, não possuía consciência individual e coletiva, nem auto-reflexão; em outras palavras, sua consistência evolutiva era limitada.
A raiz da culpa é o nosso imenso orgulho e as expectativas
absurdas “de como nós e os outros deveriam ser, de como deveríamos nos comportar diante dos fatos e
acontecimentos”. Há culpas e culpas...
Quem se arrepende abandona a culpa, pois não mais aprova os velhos comportamentos e atos imaturos. Todavia não se auto-castiga
pelo fato de não ser perfeito, nem causa a própria ruína física ou emocional,
abandonando-se num mar de lamentação e pesar. Ao contrário: assume a
responsabilidade de seus erros e evita repeti-los; ao mesmo tempo, abranda seu
julgamento e perdoa a si mesmo.
Tudo aquilo que nos
parece negativo é apenas um “caminho preparatório” para alcançarmos um bem
maior e definitivo. Mesmo os comportamentos que
acreditamos nos levar aos
caminhos do mal não deve ser visto como perdição eterna, mas somente
equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser experiências
compensatório e de aprimoramento a longo
prazo.
Cada culpa, cada pessoa. Cada pessoa, cada culpa. Use os erros e desacertos para seu crescimento interior.
Aprenda com suas culpas e eleve-se para a Vida Maior. Em se tratando de
culpa, cada qual deve fazer uma auto-análise, é sempre proporcional a cada
consciência.
Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)