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Psicósmica

Lidando com nossos problemas

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30 de janeiro de 2013

Humildade

Todas as almas veneráveis da humanidade possuíam e possuem plena consciência de que falar de humildade não torna ninguém humilde. Realmente, a humildade nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais, mas com a forma de  comportamento íntimo.

Na atualidade, ainda se associa humildade com inferioridade, submissão e pobreza; no entanto, ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Entre todas as virtudes, somente a humildade não realça a si mesma, porque o verdadeiro humilde não acredita que seja.

O humilde examina e pondera o orgulho porque um dia também o foi; o arrogante, porém, como ainda não conquistou a humildade, não sabe apreciar e valorizar a simplicidade. Aliás, só quem tem plena consciência do seu valor pessoal é que não precisa se exaltar, quem  não tem exibe, de maneira ousada e insolente, sua capacidade, poder, prestigio  ou cultura.

Os indivíduos humilde realça a simplicidade das coisas dada a facilidade surpreendente de aprender e organizar os dados de uma situação. Eles penetram na essência das coisas, pois  desenvolveram a habilidade de "fazer a mente silenciar”. É no silêncio mental que os ciclos habituais ou condicionados das regras e normas preconceituosas cessam, que  os padrões de pensamentos inadequados são interrompidos, para que haja a internalização da inteligência universal em nós. 

Os humildes aprenderam, com a introspecção, a fazer de si mesmos um “canal ou espaço transcendente” por onde flui silenciosamente a inteligência universal.

Quando o eminente educador Hippolyte Léon Denizard Rivail questiona os Espíritos Superiores: Qual é a fonte da inteligência?”, eles respondem: "já o dissemos:  a inteligência universal”

A inteligência universal é o instrumento pelo qual retornamos a conexão com a Causa Primeira. Ela não está confinada a nenhuma religião; ao contrário, é acessível a todos os seres, contudo só se  deixa penetrar por aqueles que têm “ simplicidade de coração e humildade de espírito” Por meio de seus recursos infinitos, recebemos as mais sublimes contribuição – psicológicas, filosóficas, artísticas, cientificas  religiosas – alargando a compreensão da vida dentro e fora de nós mesmo.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos



27 de janeiro de 2013

Respeito

De que maneira as pessoas as pessoas nos tratam? Sentimo-nos constantemente usados ou desrespeitados? As vezes, permitimos que os outros nos tracem metas ou objetivos sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou de perfeitos? A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do que sentimos.

Nossos sentimentos são parte  importante de nossa vida. Se permitirmos que eles fluam em nós, então saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do cotidiano.
Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros, como eles devem nos tratar. Se nós não nos aceitamos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos amará?

Examinemos nossos e atitudes e nos perguntemos: Porque permito que me trate com desconsideração? O que estimula  aos outros a se comportarem desprezo em relação á minha pessoa? Se nós nos auto-responsabilizamos pela forma como somos tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer por qualquer desilusão ou sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas nossas próprias ilusões e desenganos. Não somos nem melhores nem piores que ninguém. Ao recusarmos o respeito de nos mesmo, estamos abdicando do direito de exigi-lo. Sem senso de valor individual, nos sentimentos diminuídos diante do mundo e destituídos da habilidade de dar e de receber amor.

O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal. Não é lícito sacrificá-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma. Autodesrespeito é um grande desserviço a nós mesmo. Quando ele se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são sempre ideias claras, providas de síntese e simplicidade, eu a vida Providencial murmura no imo de nossa alma.

Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos pronto, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento, todo apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos reservou.
Somente optando pelo pelo auto-respeito é que conseguimos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmo.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos


19 de janeiro de 2013

Sabedoria


O sábio, por ter plena consciência da impossibilidade de possuir conhecimento absoluto, reconhece com humildade as muitas coisas que ignora, não incorrendo na presunção de tudo saber ou conhecer. Aliás, o orgulho inibe a compreensão de tudo aquilo que se alcança com humildade.

A pessoa sábia não se opõe à ação da Natureza, mas entra em sintonia e atua juntamente com ela. Todas as leis da Natureza são leis divinas, porque Deus é o Autor de todas as  coisa.
Quando desprezamos nossa fonte de sabedoria interior rejeitamos parte importante de nossa realidade interna, porquanto as leis de Deus estão escritas na consciência.

O sábio tem plena certeza de que é soberano e escravo do próprio destino; senhor supremo de seus atos e prisioneiro de seus efeitos compulsórios.
Os grandes educadores da humanidade são considerados homens de sabedoria.. São eles que caminham á frente no tempo e no espaço, revelando-nos, capacidade e habilidade ocultas, que sempre existiram dentro de nós.

A partir disso, compreendemos que o modo  de ensinar de todos os grandes mestres baseava-se fundamentalmente na educação como método de percepção e, ao mesmo tempo, de desenvolvimento e dos talentos inatos – a vocação peculiar e espontânea existente dentro do próprio homem. O verbo educar vem do latim educare e significa ação de lançar para fora, colocar à mostra, tirar de dentro.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos

 

7 de janeiro de 2013

Paciência

Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problema contém em si mesmo a semente da solução.

Tão logo nos permitimos pensar na Natureza como algo vivo e atuante em nós, começamos a perceber que nunca perdemos nosso “sentido de ligação” com o mundo natural. É como se emergisse de nosso interior uma “parte adormecida” que sempre soube disso: por conseguinte, começamos a religar a vida íntima as forças criativas manifestadas em toda a evolução.

A capacidade de persistir numa atividade com constância e perseverança é um dos atributos da Natureza. Precisamos aprender com ela habilidade de equilibrar e realizar tarefas numa silenciosa quietude, pois a impetuosidade e a afobação que muitas vezes demonstramos podem destruir em minutos o que levamos anos para construir. 

Suportemos com calma, tudo que acontece em nossa existência. Procuremos decifrar, aprender e reflitir as mensagens enigmáticas que nos chegam através da linguagem da evolução natural. A Natureza não dá saltos – a borboleta não chegou ao que é sem antes ter sido lagarta.

No entanto, a paciência não é passividade, estagnação, ociosidade ou paralisação. É antes um potencial a ser desenvolvido com serenidade, persistência e constância. Ela permite que possamos descobrir  o momento certo de perseverar ou de abdicar de relações, situações, vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia.

Os Espíritos Superiores possuem a necessária paciência de revelar certos ensinamentos na ocasião oportuna. Sabem que o processo de amadurecimento e crescimento humano é constante, mas gradual. Eles reconhecem que a cada coisa se deve dar o devido tempo, e que tudo que se diz de forma precipitada pode ser mal interpretada ou não entendida. Por isso, utilizam-se da natureza evolutiva, levando em conta a condição de tempo, lugar ou modo que cerca e acompanha as pessoas, fatos ou acontecimentos.

Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ver e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problemas contém em si mesmo a semente da solução.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos

 

3 de janeiro de 2013

Desapego

Denominamos “desapego defensivo” o mecanismo de fuga da realidade, utilizado de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento auto-imposto proveniente do medo de amar, ou  mesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou ideias e de serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e submissão fora do próprio controle.

Esse “desapego de proteção” tem como base profunda um processo mental ativado tão logo o indivíduo perceba algo ou alguém que tenha grande significado para ele, e que, se o perdesse, seria muito doloroso. Ele adota uma atitude de contenção dos sentimentos e se isola com indiferença e desprezo diante do seu mundo sensível.

Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura íntima o seguinte pensamento: Eu não me importo, quer dizer, não abro as portas do meu sentimento. Assim, ele não se sentirá frustrado ou  ameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter atingido um real desapego, quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou seja, restringe e mutila a vida ativa.

Por outro lado o desapego  saudável é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e a uma expansão da consciência, enquanto  a experiência defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios, envolvidas, que estão por uma atmosfera falsa renúncia altruísmo.

Uma atitude auto-imposta por dúvida e desconfiança, insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e nos desvia do dinamismo evolutivo da Vida Providencial.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos

 

22 de dezembro de 2012

Natal Íntimo


Pairam sobre a grave noite moral que se abate a humanidade, as promessas consoladoras de Jesus, enunciadas em época relativamente semelhante, quando a estroinice e a miséria se disputavam destaque, e o sofrimento, o poder usurpador de Roma, reduzia o mundo à ínfima condição de escravo.

O homem, ensoberbecido pelas conquistas que o arrojaram para o mundo exterior, estorcega-se nas constrições da angústia, padecendo os rudes efeitos da desgraça a que se entregou, olvidando Deus e a alma, enquanto entronizava o corpo e as paixões dissolventes, em pesadelos torpes.

Não obstante as reivindicações de paz que propõe, ainda espalha os focos das guerras, e, embora fomente o progresso tecnológico, arroja-se aos desgastes campeonatos do prazer, entorpecendo os sentimentos e avançando na direção dos despenhadeiros da loucura e do suicídio. São estes, os dias de opulência e de mesquinhez, de exuberância e de escassez, demonstrando que a única ética portadora de esperança é a do Evangelho. A cultura enlouquecida prossegue ultrajando a consciência humana, porque a ética permanece fundamentada no imediatismo dos interesses materiais.

Ante os paradoxos que se chocam, nos arraias da civilização, o homem vê-se impelido a examinar a vida com mais respeito e o seu próprio destino com melhor raciocínio.
Nessa busca, inevitavelmente, descobrirá que é um ser imortal, compreendendo que a proposta do momento cristão primitivo. Nessa criatura, que se candidata á renovação, nasce Jesus, silenciosamente, no seu íntimo, iniciando uma etapa nova.

Esse, qual ocorreu com aquele Natal de há dois mil anos, iluminar-lhe-á a vida e o conduzirá á plenitude, fazendo-o volver os olhos para o seu redor e experimentar a solidariedade com os que sofrem, espalhando dádivas de esperança e de misericórdia com que os  felicitará, mudando a paisagem onde se encontram, ao embalo das vozes angélicas, novamente repetindo o inesquecível refrão: Glória a Deus nas alturas; paz na Terra e boa vontade para com os homens!

Referência: Alegria de Viver, de Divaldo Pereira Franco (Joanna de Ângelis)


12 de dezembro de 2012

Alegria

A maioria das pessoas tem uma visão distorcida da alegria, pois a confunde com festas frívolas e divertimentos que provocam sensações intensas, risos exagerados; enfim, satisfações puramente emocionais.

Aliás, não há nada de errado em ser jovial, bem-humorado, festivo e risonho. Sentir as emoções terrenas incluí-se entre as prerrogativas que o Criador destinou suas criaturas. Vivenciar a normalidade das sensações humanas é um processo natural estabelecido pela Mente Celestial.

A verdadeira alegria está associada à entrega total da criatura nas mãos da Divindade, ou mesmo à aceitação de que Inteligência Celestial a tudo provê e socorre. É a confiança integral em que tudo está justo e certo e a convicção ilimitada nos desígnios da Providência Divina.

Ninguém fica feliz por decreto, sente imensa satisfação apenas quem está iluminada pela chama  celeste. Rejubila-se realmente aquele que se identificou com a Divindade e descobriu que a lei natural é a de Deus e a única verdadeira para a felicidade do homem.

A alegria espontânea realça a beleza e a naturalidade dos comportamentos humanos. Cultivar o reino espiritual em nós  facilita-nos a aprendizagem de a alegria real não é determinada por fatos ou forças externas, mas se encontra no silêncio da própria alma, onde a inspiração divina vibra incessantemente.
O verdadeiro contentamento fundamenta-se no fato de usarmos de forma, consciente e sensata a capacidade de ser, pensar, sentir e agir. A alegria de viver está baseada na certeza que  experimentamos quando reconhecemos que palpita em nós uma tarefa suprema – o Self ou Si mesmo- que é a de manter todo o nosso sistema psíquico unido e reedificado toda vez que ele correr perigo de se fragmentar ou desequilibrar.

Quando seguramos as rédeas da própria existência, assenhoreando-nos dela, vivemos tranquilos e felizes e não mais necessitamos impor, comandar e controlar os outros, nem utilizar compulsoriamente  a aprovação e os aplausos alheios para decidir ou agir, porquanto estamos firmados em nossos mais profundo “senso de identidade” com a Consciência Sagrada.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos

 

11 de dezembro de 2012

Os Prazeres da Alma

O ser humano é um ser pensante que anda a procura da felicidade e não se deu conta de que tudo está com ele. Deus colocou todas as sementes do amor dentro de cada um de nós. Basta desenvolvê-las. Existem só dois caminhos para você escolher: o do amor e o da dor.

Nos próximos dias, vamos trabalhar juntos os seguintes temas:

  • Alegria
  • Desapego
  • Sabedoria
  • Paciência
  • Afetividade
  • Autoconhecimento
  • Respeito
  • Liberdade
  • Lucidez
  • Naturalidade
  • Humildade
  • Compaixão
  • Coragem
  • Compreensão
  • Individualidade
  • Segurança
  • Renovação
  • Criatividade
  • Perdão
  • Amor
  • Generosidade
  • Aceitação
Sugestão de leitura: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos, de Francisdo do Espírito Santo Neto, Hammed

3 de dezembro de 2012

Analfabetos do Sentir

De modo geral, o vício e o analfabetismo do sentir são uma via de mão dupla: um realimenta o outro numa constante permuta energética. Ao analisarmos profundamente o conceito de vício, constatamos que ele não é somente o uso de tóxicos, de álcool, de produtos farmacológicos, de nicotina, ou a prática de jogos de azar. Ele também compreende as atitudes destrutivas: as de julgar, de seduzir, de culpas, de  gastar, de mentir, de martirizar-se, de exibir-se, e outras tantas.

Portanto, uma criatura que se encontra sob a dependência de quaisquer substância, de pessoas, de situações e de comportamentos pode ser considerada viciada. São denominados “analfabetos do sentir” todos aqueles que não sabem exprimir, por palavras, gestos ou atitudes, suas emoções, vivendo num mar de conflitos por não identificarem corretamente seus sentimentos e emoções, e torná-los distintos.

Em resumo, aquele que é inabilitado para discernir ou avaliar claramente as sensações internas, terá grande probabilidade de adquirir, mais dia, menos dia, algum tipo de vício ou, no mínimo, estará sujeito a algum tipo de vício ou no mínimo, estará sujeito a alguma dependência.

Não somos o que os outros dizem que somos, nem somos o que pensamos que somos; somos o que sentimos. Sofremos porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e emoções, mas porque não vivemos de acordo com nossos sentimentos e emoções, mas porque seguimos convenções fundamentadas em regras partidárias e normas sócias que discriminam características sexuais, éticas, culturais e religiosas.

A Natureza não é diplomática, ela não negocia visando à defesa dos interesses pessoais. Cada um é uma obra-prima de Deus; em vista disso, por mais que  se criem leis, elas não conseguem regulamentar os seres únicos que somos. Os padrões da sociedade nunca conseguem abranger o âmago do ser, porque este foge dos parâmetros que o cercam tentando limitá-lo.

A criatura analfabeta do sentir, em princípio não tem a menor ideia de como identificar e começar a lidar com seus sentimentos e emoções. Por isso, solicitar a ela que diferencie as suas muitas emoções é como pedir a uma criança de pouco meses de idade que não seja birrenta ou chorosa. Raiva, tristeza, ansiedade, angustia, solidão, cansaço, medo, vergonha, carinho ou amor não lhe dão a impressão de ser sensações diversificadas; para ela todas se apresentam confusamente misturadas.

Nossos sentimentos e emoções são tudo o que temos para perceber a luz da vida”. Não experimentá-los nem expressá-los seria o mesmo que destruirmos o elo com nosso âmago; seria vivermos em constante ilusão, distanciados do verdadeiro significado da vida. Sentimentos e emoções não são errados ou impróprios; são apenas energias emocionais, e não traços de personalidades. Não  precisamos nos culpar por experimenta-los.

Afinal, admitir medo ou raiva nos proporciona um “estado de alerta”, para que possamos nos defender de algo ou de alguém, enquanto o medo é um mediador favorável diante de “situações de risco.”

Por exemplo, sentir inveja é muito diferente do agir com base nelas. Não é porque temos eventuais crises de inveja que devemos ser considerados indivíduos “maus”; sentir inveja não é o mesmo que roubar, lesar ou causar dano a alguém. Da mesma forma, quando registramos súbita sensações de compaixão e generosidade, também não podemos ser chamados de pessoas plenamente bondosos.

Sentimentos e emoções nos guiam e nos fornecem indicações importantes para nossa vida de relação. Se não sentimos, não analisamos os pensamentos que os acompanham e não sabemos o que nosso imo está tentando nos mostrar.

Podemos identificar sentimentos e emoções em níveis diversos de intensidade, de acordo com nosso grau de evolução, conceituando cada um com nomenclaturas diversificadas. A propósito, fazem parte da mesma família do impulso da raiva: o melindre, a irritação, a mágoa, o ódio, a violência, a crueldade, bem como a bravura, o arrebatamento, o entusiasmo, a persistência, a determinação, a coragem.

Há inúmeras sensações emocionais, eis algumas nuances e variações do nosso sentir:
  • Tristeza + amor = saudade.
  • Tristeza + raiva = mágoa ou irritação.
  • Alegria + amor = ânimo.
  • Alegria + medo = ansiedade ou insegurança.
  • Medo + raiva = depressão ou desânimo.
  • Medo + tristeza = solidão.
  • Medo + alegria = vergonha.
  • Amor + medo = ciúme.
  • Amor + raiva = vingança.
  • Medo + orgulho = timidez.
  • Raiva + orgulho = desprezo.
Precisamos começar a desenvolver nossa própria educação do sentimento, aprendendo o que e como sentir. Tornamos-nos emocionalmente educados quando nos permitimos sentir todas as sensações energéticas que partem do nosso universo interno, livres de julgamentos precipitados e de qualquer condenação, pois os sentimentos são bússolas que nos norteiam os caminhos da vida.

Assim como o vício e o analfabetismo do sentir andam de mãos dadas, da mesma forma se potencializam mutualmente a sanidade mental e a educação emocional. Para que possamos adquerir um coração apaziguado e uma mente tranquila, devemos aprimorar nossa leitura interna, compreendendo o que os sentimentos querem nos dizer e utilizando-os apropriadamente para cada fato ou situação-devemos aprender a escutá-los adequadamente.

Olhamos e admiramos o Universo a um só tempo com nossas percepções interiores. O valos real de um sentimento ou emoção pode ser aferido pela constância, determinação e hábito que revelamos para interpretá-los.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)


29 de novembro de 2012

Só hoje

A cada dia a vida te pede cooperação e desempenho, para que faças tudo o que estiver a teu alcance – só hoje.
Aquilo que não te for possível fazer, deixa por conta de Deus. Lembra-te: os mecanismos agora providenciais estão sempre funcionando a teu favor, mesmo quando não os percebas. A hora é agora.

Em qualquer situação, oferece o melhor de ti mesmo e vive todo o bem que puderes – só hoje.
Abraça a causa do bem coletivo, não esmorecendo jamais, e rejubila-te nas colheitas fartas da serenidade – só hoje.
Reparte do que puderes dispor  e desfrutar a lucidez mental para a solução de teus conflitos íntimos – só hoje.
Colabora com tua habilidade e capacidade para o engrandecimento da  humanidade e a plenitude da realização pessoal – só hoje.

"Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã." A felicidade não está distante, mas aqui e agora. A alegria não alcançado, e sim no caminho a ser percorrido – só hoje.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)







19 de novembro de 2012

Nossos Filhos


Nossos filhos não são “fitas virgens”, “livros em branco”, mas almas antigas em busca da evolução espiritual.
Em nome da missão que os pais têm  em relação aos filhos, não determinemos suas vocações com gestos de autoritarismo e coerção.

Se os superprotegermos, eles viverão à nossa sombra sem a mínima atitude de decisão ou opção. Serão inseguros e dependentes e um dia se revoltarão contra o mundo, que não os mima, e contra nós, que os tratamos com excesso de carinho, satisfazendo a todos os seus caprichos e vontades.

Nem imposição sistemática, porque, porque eles trazem do passado suas próprias verdades e experiências. Nem satisfação de todos os desejos, porque não saberão se comportar perante os outros.
Nunca tentemos instruí-los projetando neles nossos propósitos de vida não realizados.
Nossas carências não são as deles e nossos prazeres e alegrias são diferentes dos prazeres e alegrias deles.
Não os tratemos como bibelôs de porcelana, nem como objetos raros de propriedade nossa.
Para educá-los é preciso respeito e muita compreensão.
Portanto, os filhos não são nossos, são apenas almas imortais que passam momentaneamente pelo nosso lar, pelas nossas vidas. São Espíritos que buscam paz e felicidade pelos seus próprios caminhos.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)


14 de novembro de 2012

As duas faces da culpa


A culpa nos paralisa no tempo e ficamos soterrados sob os escombros de nossos desacertos. Ela interrompe nossas oportunidades de crescimento no presente em virtude de nossa obstinação neurótica em comportamentos do passado. A culpa se estrutura nas crenças antigas do “pecado” irreparável e nos alicerces do perfeccionismo.

Só quando aceitarmos que a vida perfeita é uma impossibilidade humana, quando aprendermos que há limites em nosso grau evolutivo, quando nos conscientizarmos de que não temos todas as respostas para o que acontece, quando aceitarmos que somos passíveis de falhas ou enganos, quando abandonarmos o complexo de onipotência, é que a culpa terá acesso restrito em nosso mundo íntimo.  

O arrependimento se distingue da culpa. O arrependimento se manisfesta quando tomamos ciência de que sabíamos fazer algo melhor e não fizemos, enquanto que a culpa é prepotência daquele que crê que “deveria ter agido melhor”, que "deveria ter previsto anteriormente os problemas atuais", porém não fez propositadamente, porque seu senso crítico era inexpressivo, não possuía consciência individual e coletiva, nem auto-reflexão; em outras palavras, sua consistência evolutiva era limitada.

A raiz da culpa é o nosso imenso orgulho e as expectativas absurdas “de como nós e os outros deveriam ser, de como deveríamos nos comportar diante dos fatos e acontecimentos”. Há culpas e culpas...

Quem se arrepende abandona a culpa, pois não mais aprova os velhos comportamentos e atos imaturos. Todavia não se auto-castiga pelo fato de não ser perfeito, nem causa a própria ruína física ou emocional, abandonando-se num mar de lamentação e pesar. Ao contrário: assume a responsabilidade de seus erros e evita repeti-los; ao mesmo tempo, abranda seu julgamento e perdoa a si mesmo.

Tudo aquilo que nos parece negativo é apenas um “caminho preparatório” para alcançarmos um bem maior e definitivo. Mesmo os comportamentos que  acreditamos nos levar aos caminhos do mal não deve ser visto como perdição eterna, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser experiências compensatório e de aprimoramento a longo prazo.

Cada culpa, cada pessoa. Cada pessoa, cada culpa. Use os erros e desacertos para seu crescimento interior. Aprenda com suas culpas e eleve-se para a Vida Maior. Em se tratando de culpa, cada qual deve fazer uma auto-análise, é sempre proporcional a cada consciência.


Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)