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Psicósmica

Lidando com nossos problemas

Seu problema é seu e ninguém é diretamente responsável por ele a não ser você mesmo. Aprenda a lidar com ele.

As Doenças e o Ser Humano

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9 de junho de 2013

Psicologia Espírita

Por que Psicologia Espírita? Psicologia é a ciência que estuda a mente humana e pretende compreender o comportamento, as emoções, o pensar do homem. Muitas são as teorias psicológicas, mas aqui queremos apenas abordar o aspecto psicológico da ciência Espírita e com isso refletir sobre essa questão tão delicada e, às vezes, polêmica – Há uma PSICOLOGIA ESPÍRITA?

Allan Kardec, o grande codificador do Espiritismo, explica na introdução de O Livro dos Espíritos, que o termo alma tem aplicação diversa, o que suscita confusão, e esclarece sua representação para a ciência espírita. Então, alma diz respeito ao espírito encarnado e, assim, temos a base para a compreensão da imortalidade da alma independente da matéria. Sendo o Espírito, imortal. Mais adiante na questão 145, Kardec questiona:
“Como é que tantos filósofos antigos e modernos têm longamente discutido sobre a ciência psicológica, sem chegar à verdade”? (grifo nosso)
—‘Esses homens eram os precursores da doutrina espírita eterna, e prepararam o caminho. Eram homens e puderam enganar-se, porque tomaram pela luz as suas próprias ideias; mas os seus mesmos erros através dos prós e contras de suas doutrinas, servem para evidenciar a verdade. Aliás, entre esses erros se encontram grandes verdades, que um estudo comparativo vos fará compreender’.

Com essa resposta entendemos que a ciência espírita vem consolidar a enorme gama conhecimentos preciosos para a compreensão do homem e sua psicologia. Portanto, podemos afirmar com base nos ensinamentos de Kardec que existe uma psicologia Espírita que explica o homem em seu múltiplo aspecto e acima de tudo como um princípio inteligente em evolução.

E mais, a psicologia espírita está baseada no ensinamento de Jesus de amar a Deus, ao próximo e a si mesmo, processo contínuo da Vida do Espírito de auto e alo educação. E que o conhecimento que a humanidade vem adquirindo com variados pensamentos e teorias nos ajudam chegar à verdade.

A psicologia como ciência acadêmica vem pesquisando essa abordagem transpessoal e já consegue vislumbrar o ser humano na visão biopsicossocial e espiritual. Mas é bom deixar claro que estamos aqui falando da ciência em si, obviamente que na prática clinica, o psicólogo ou psicóloga espírita realiza seu trabalho com foco na teoria que abraça sem misturar religião e tratamento psicológico. O que existe é uma compreensão do “homem integral.”¹

Márcia Carijó - Psicóloga

¹Expressão utilizada por Joanna De Ângelis em sua série psicológica.

28 de maio de 2013

USP estuda eficácia do Passe Magnético

Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar.

O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela Igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o Espiritismo, que pratica o chamado “passe”.
Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi
possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição”.

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress. O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre de 2011. 


*Leia também:

Monica Heymann Fedele


17 de maio de 2013

Meus enteados não me aceitam


Tenho dois enteados, faço tudo por eles e mesmo assim eles não me aceitam. Isto é natural? Como reverter esta situação?

"O vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada" 

Resposta: O casamento, por si só, pede mais que amor para durar. É preciso uma boa dose de elasticidade ou flexibilidade - como quiser chamar - para semear a planta que agora nasce: não é mais só você, nem só seu marido: é a relação de vocês. O que diremos então dos recasamentos?

Confusos pelo sofrimento do divórcio, os que avançam na direção de novos relacionamentos esperam encontrar felicidade na segunda vez. Mas quando se trata de misturar os filhos de casamentos anteriores, a segunda vez é a primeira.

Os participantes dessa história não tiveram tempo para garantir um vínculo coeso no casamento. Os filhos já estão aí. É preciso trabalhar todas as questões ao mesmo tempo.

A formação de uma família por recasamento não é verdadeiramente uma mistura de famílias. Embora seja bom querer ser "uma grande família feliz", a maioria das famílias realmente felizes é constituída de muitas partes, subgrupos distintos que precisam de tempo para partilhar confidências, brigar e compor, resolver problemas, trabalhar em projetos e funcionar juntos. Há indivíduos com suas identidades e fronteiras a serem respeitadas. É preciso cuidado e tato.

Essa é a primeira grande dica que tenho pra te dar: entender o funcionamento e considerar a história existente antes de vocês, às vezes não é suficiente. É preciso aguentar, esperar sua vez e respeitar as lealdades anteriores entre pais e filhos. Não fazer isso é um grande erro que muitas famílias recasadas cometem, na ânsia de acertar e conseguir afeto.

Outro ponto importante é não fazer de tudo para ser aceita rapidamente. Nada acontece de forma brusca. Os filhos do divórcio têm pensamentos realmente assustadores. Eles viram seus pais deixar de amar um ao outro. A possibilidade de abandono os aterroriza. A competição com a nova família é bastante séria. 

O papel da madrasta não é simples pela visão dos filhos do marido num primeiro momento. Quando esse homem decide se casar, a mulher que está entrando em sua vida vai trazer novos hábitos, crenças e pessoas. Não existe família instantânea. Isso implica tempo de convivência. O vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada. É um vínculo difícil de ser construído porque a relação é sobrecarregada por muitos tabus. 

Em contrapartida, as famílias por recasamento são muito mais ricas em possibilidades - de competição, conflito, ciúme, ressentimento e amor renascido. As rivalidades familiares que surgem entre padrastos e enteados e entre irmãos e irmãs de um novo casamento, são apenas um lado do que pode ser uma série de novos relacionamentos mutuamente satisfatórios. 

As famílias são mais frutíferas do que imaginamos e em nenhum lugar isso é mais verdadeiro do que nas famílias de recasamento.

Paciência e persistência! Sempre lembrando que seu amor próprio deve ser preservado desde o início, isso vai te ajudar a seguir! No fim das contas, o que todos querem é garantia de amor.

Quatro dicas para superar dificuldade de relacionamento com enteados:
  1. Só entender o funcionamento e considerar a história existente antes de vocês, às vezes não é suficiente. É preciso aguentar, esperar sua vez e respeitar as lealdades anteriores;
  2. Não faça de tudo para ser aceita rapidamente;
  3. Seja paciente e persistente: o vínculo entre madrasta e enteados é resultado de uma construção lenta e delicada;
  4. Seu amor próprio deve ser preservado desde o início; isso vai te ajudar a seguir em frente.
Fonte: Psicoque?



9 de maio de 2013

Pesquisa mostra que o riso é peça-chave para a vida em sociedade


Neurocientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, descobriram que a risada tem pouco a ver com senso de humor e é, na verdade, uma ferramenta de instinto de sobrevivência para animais que convivem em sociedade. Há séculos, teóricos como Platão, Aristóteles, Kant e Freud tentaram explicar o riso baseados na premissa errada de que eles estariam explicando também o que seria o humor.

Para chegar à origem do riso, os cientistas escanearam cérebros de macacos e ratos. E verificaram que a risada humana evoluiu do som rítmico feito por primatas, como os chimpanzés, quando eles fazem cócegas uns nos outros enquanto brincam.


Assim, a pesquisa indicou que o cérebro possui antigas conexões para produzir o riso e jovens mamíferos aprenderem a brincar uns com os outros. A risada estimula circuitos cerebrais de euforia e também reassegura para o outro animal que eles estão brincando, e não brigando.

Quando os pesquisadores iniciaram os estudos sobre o tema, há 20 anos, era comum a opção de levar pessoas para o laboratório para assistirem episódios de famosas séries cômicas de TV, como "Saturday Night Live". Mas elas não riam muito por causa do ambiente.

Em habitats naturais – calçadas, shoppings – foram observados milhares de episódios de riso. E eles checaram que de 80 a 90 por cento dessas risadas eram resultado de frases simples como "eu sei" ou "vejo vocês depois", empregadas em contextos engraçados. Ou seja, não eram necessárias piadas ou frases de efeito para gerar risos.

O estudo também mostrou que a maioria das pessoas (principalmente as mulheres) riem mais enquanto conversam do que os outros que lhe ouvem, usando as risadas como um tipo de pontuação para suas sentenças. É um processo em grande parte involuntário. As pessoas podem conter o riso, mas poucos conseguem forçar o riso de forma convincente.

Portanto, os pesquisadores concluiram que o ato de rir é um dos sinais sociais mais honestos porque é difícil de ser fingido. Ele é uma espécie de fóssil do comportamento, que evidencia as raizes que todos os seres humanos, e talvez todos os mamíferos, têm em comum. A risada primitiva, então, evoluiu como um dispositivo sinalizador com a função de destacar a compreensão de interação amigável entre duas pessoas.

Os humanos começam a rir aos quatro meses e depois progridem das cócegas para mecanismos mais sofisticados, como piadas. O riso pode ser usado para reforçar os laços de solidariedade e identidade de um grupo, ao satirizarem e isultarem pessoas de fora da unidade, mas é sobretudo um "lubrificante" social. É uma maneira de fazer amigos e também de deixar claro quem pertence a quais posições na hierarquia do status social.

2 de maio de 2013

Acupuntura e reiki agora têm explicação científica


Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.

Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico. 

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos animais praticamente triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.

Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)
Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem-na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo. 

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

23 de abril de 2013

Pesquisa analisa atividade cerebral de médiuns durante psicografia


Um interessante desafio da psicologia e da neurociência é compreender a experiência humana da espiritualidade/religiosidade. Cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, mediram as atividades cerebrais de médiuns enquanto eles faziam a chamada "psicografia". Acreditam os médiuns e espíritas que esse fenômeno consiste na escrita de um texto pela mão dos médiuns durante um estado profundo de transe, supostamente conduzidos por um espírito. Eles compararam a atividade cerebral dos sujeitos enquanto realizavam psicografias com a atividade das mesmas pessoas enquanto escreviam textos normais, fora do estado de transe. O estudo foi publicado em 16 de novembro de 2012 no periódico científico online "PLOS ONE".

O estudo liderado pelo cientista Julio Peres, do Instituto de Psiquiatria da USP, foi realizado com 10 médiuns voluntários brasileiros que tinham de 15 a 47 anos de experiência em psicografia. Eles foram divididos em dois grupos: os com mais e os com menos experiência.

Para verificar a atividade cerebral dos dez médiuns, os cientistas injetaram neles um marcador radioativo que permite checar a intensidade dos fluxos sanguíneos em diferentes áreas do cérebro por meio de tomografia.

Os autores afirmam que os médiuns experientes apresentaram níveis mais baixos de atividade durante a psicografia, em comparação à escrita normal, justamente em áreas frontais do cérebro associadas ao planejamento, raciocínio, geração de linguagem e solução de problemas. De acordo com os pesquisadores, isso pode refletir a ausência de consciência durante a psicografia.  

Já os médiuns psicógrafos menos experientes tiveram atividade mais intensa nessas mesmas áreas enquanto psicografavam, ainda que também inferior à registrada durante a escrita fora de transe. Segundo os pesquisadores, isto poderia estar relacionado com uma tentativa “mais esforçada” dos médiuns menos experientes de fazer a psicografia, enquanto os mais experientes já não precisariam fazer o mesmo esforço.

A equipe de pesquisa também realizou uma análise sobre os textos produzidos e concluíram que aqueles psicografados resultaram mais complexos que os produzidos em estado normal de vigília e consciência, especialmente entre os médiuns mais experientes. Seria de se esperar que isso exigisse mais atividade em áreas frontais e temporais do cérebro, mas não foi o que os cientistas observaram.

De acordo com Peres, em matéria publicada pelo portal G1, não há ainda uma explicação exata para esses resultados, mas eles merecem um aprofundamento. Uma hipótese interessante levantada é que, como a atividade nas partes frontais do cérebro diminui, outras zonas, relacionadas à criatividade, ficariam mais desinibidas e ativas durante os processos de psicografia.O estudo, no entanto, já traz uma contribuição muito interessante sobre este tema tão intrigante.

Fonte: G1


10 de abril de 2013

Crianças Índigos e Cristal


Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras “índigas” (aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.

Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.

Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.

Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.

Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.

Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.

Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.

Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:


Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...


E para completar, quem se interessa pode assistir esse vídeo que Divaldo F. também explica:


Fonte: Neurociências em benefício da educação

2 de abril de 2013

Depressão, Autismo, TDAH, Esquizofrenia e Bipolaridade compartilham a mesma base genética?


Depressão, Autismo, TDAH, esquizofrenia e bipolaridade são doenças mentais categorizadas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) a partir de um conjunto de sinais e sintomas. Esses sintomas podem mudar substancialmente de uma categoria para outra. Agora, a questão é: e se todos esses transtornos mentais compartilhassem um mesmo fator genético?

O artigo publicado na revista científica The Lancet (http://www.thelancet.com) na quarta-feira (27/02/2013) mostra o resultado de uma pesquisa baseada em dados genéticos de mais de 60.000 pessoas e que apresenta algumas informações elucidativas para o entendimento das premissas desencadeadoras de vários transtornos mentais. Um grupo de cientistas de diversas instituições de ensino aponta que essas pesquisas sobre o material genético e sua relação com os transtornos psiquiátricos podem ser a mais relevante da atualidade nesse contexto. O resultado dessa pesquisa em específico começa a indicar que, em um dado nível, os fatores de riscos genéticos podem ser mais salutares para o tratamento das doenças do que seus sintomas. Mas, os pesquisadores estão cautelosos com a apresentação dos resultados, dada a complexidade da temática, assim o Dr. Jordan Smoller, um dos responsáveis pela pesquisa e professor de psiquiatria na Harvard Medical School, diz que "o que foi identificado é provavelmente apenas a ponta de um iceberg", pois entender os fatores genéticos por detrás dos problemas psíquicos não é algo trivial, já que há uma série enorme de genes envolvida e a descoberta dessas variações aponta para um caminho que pode ser refutado ou comprovado em pesquisas posteriores.

Para entender a pesquisa (iniciada em 2007), é interessante uma contextualização:

Participantes: dois grupos de pessoas, 33.332 com transtornos mentais e 27.888 sem incidência alguma de doença mental (o grupo de controle). Material genético de pessoas de 19 países.
Coleta de dados: de exames de DNA.
Procedimentos: verificação de variações em trechos de material genético (considerando que cada DNA tem bilhões de letras, é um trabalho que requer o uso de tecnologia de ponta e algoritmos computacionais complexos).

Para Jonathan Sebat, professor assistente de psiquiatria e medicina celular e molecular da Universidade da Califórnia, a seguinte situação já era comumente observada: “dois diagnósticos diferentes podem ter o mesmo fator de risco genético". Assim, um ponto relevante de contribuição dessa pesquisa é a possibilidade de ampliação das variáveis para a elaboração dos diagnósticos desses transtornos mentais, agregando aos sinais e sintomas, fatores genéticos observáveis em exames.

Segundo o Dr. Smoller, o novo estudo contribuiu na descoberta de quatro regiões do DNA que conferem um pequeno risco de transtornos psiquiátricos. Para duas dessas regiões, a situação ainda não está clara, pois não se sabe quais genes estão envolvidos ou o que fazem.  Já as outras duas envolvem genes que fazem parte dos canais de cálcio, que são utilizados quando os neurônios enviam sinais ao cérebro.

A descoberta acerca do envolvimento dos canais de cálcio nessas regiões sugere que os tratamentos que afetam tais canais podem ter efeito sobre uma série de doenças, mas o Dr. Smoller é prudente em dizer que isso é apenas um grande “se”, logo ainda são necessárias mais pesquisas para a devida comprovação.

Há algum tempo já existem no mercado medicamentos que são usados para bloquear os canais de cálcio, utilizados para o tratamento da hipertensão arterial. Alguns pesquisadores já tinham postulado que tais medicamentos podiam ser úteis para o tratamento do transtorno bipolar antes mesmo dos resultados dessa pesquisa virem à tona. Mas, ainda há um (longo) caminho para a comprovação desse postulado. Um exemplo de tentativas de comprovação desse postulado é a investigação do Dr. Roy Perlis, do Hospital Geral de Massachusetts, que concluiu o tratamento em um pequeno grupo de pessoas (dez) com transtorno bipolar utilizando bloqueadores de canais de cálcio. Seu próximo passo é expandir a pesquisa para um grupo maior de participantes.

Mas, é claro que esse “se” já deve ter causado um alvoroço na indústria farmacêutica. Por isso, é importante ater-se ao “se”, pois uma hipótese ainda não é um fato. Assumir que bloqueadores de canal de cálcio podem contribuir no tratamento da bipolaridade e, a partir da aceitação da associação que há na base genética desse transtorno com os demais, transformar tal droga “em potência” em um novo Santo Graal da indústria farmacêutica pode ser o início de mais uma doença e não de um processo de cura. Essas pesquisas são importantes desde que sejam compreendidas como um processo dinâmico (passível de refutação, mudança e comprovação), não como uma verdade absoluta e imediata.

Por Parcilene Fernandes de Brito 
Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Coordenadora e professora dos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação do CEULP/ULBRA. Acadêmica de Psicologia do CEULP/ULBRA.

Referências:
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2812%2962129-1/fulltext
http://www.nytimes.com/2013/03/01/health/study-finds-genetic-risk-factors-shared-by-5-psychiatric-disorders.html

22 de março de 2013

Sorteio do "Livro das Energias e da Criação"

O Pedagogia do Ser em breve estará completando 1 ano de blog, e com mais de 90.000 visitas, estamos agora com nosso próprio endereço. Para acessar, basta entrar em http://www.pedagogiadoser.com.br
Para comemorar essa nova fase, vamos sortear para vocês o "Livro das Energias e da Criação" - A base energética da criação de Rubens Saraceni, da editora MADRAS®. Participem!

Livro das Energias e da Criação - A base energética da criação

Boa sorte!

14 de março de 2013

Naturalidade

Infelizmente, a maioria de nós porta-se como um barco desgovernado, à mercê dos vendavais e dos rochedos, por não ter a âncora necessária quando os ventos sopram e as ondas se avolumam.

Não acreditamos estar nas mãos de Deus. Sentimos-nos isolados, fora do contexto universal. Não acreditamos que cada coisa permanece em seu devido lugar e que tudo tem um fim providencial. Não possuímos uma visão detalhada da sequência do desenvolvimento da vida sobre a Terra; vemos o mundo desconectado do todo, porque nossa percepção interior está desmembrada da inteligência Cósmica.No Universo, não há nada que esteja desvinculado da sabedoria das leis divinas ou naturais. Tudo que existe está de acordo com a Ordem Celestial, e cada um de nós faz parte de um plano específico de Deus.

Somos unos, somos todos irmãos. Todos nós somos águas da mesma fonte, mas corremos momentaneamente em leitos diferentes. Não somos hoje o que fomos ontem e nem seremos amanhã o que somos agora; transformamo-nos dinamicamente ao longo de etapas ou fases de aprimoramento espiritual. A Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma tendência inata de ser ela mesma. O progresso da alma pode, em termos, ser comparado com o crescimento físico. O Homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Não é necessário forçar a capacidade evolutiva do ser humano.

Trazemos na intimidade uma singularidade só nossa. Todos somos diferentes, e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diferentes, e o sucesso de uma vida plena é nos expressarmos diante do mundo usando nossa originalidade.

A inteligência Cósmica nos dotou, desde a criação, de dons e talentos necessários para darmos ao Universo a nossa cota de participação.

A maior tarefa que nos cabe na Terra é aceitarmos naturalmente a atual condição evolutiva e nos realizarmos manifestando a nossa verdadeira individualidade de filhos de Deus em processo de crescimento, designados a cumprir os planos divinos que Ele arquitetor para cada um de nós.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos


4 de março de 2013

Lucidez

Ao estudarmos as filosofias e religiões, orientais, podemos nos certificar de que Buda jamais de declarou um Deus ou um salvador, mas afirmava ser uma criatura que atingira a iluminação por meio da auto-reflexão, ou um caminhante que encontrara o próprio caminho. Buda não induzia as pessoas a adora-lo, mas a seguir suas experiências de vida e seus exercícios espirituais, a fim de que cada um encontrasse a própria iluminação. Ele indicava o caminho da auto-realização, jamais se proclamou um caminho a ser seguido.

Na verdade, Buda receava que as pessoas pudessem vir a adorá-lo, porque sabia que é mais cômodo adorar algo ou alguém do que descobrir por si só a essência divina que existe no âmago da própria alma. Como seguidores de Jesus Cristo, todos nós buscamos como o Caminho, a verdade e a Vida. Encontraremos nele a palavra de sabedoria, a inspiração e a mensagem renovadora.

Sidarta Gautama dizia: “A pessoa sábia, que corre quando é hora de correr e que diminui o ritmo quando é hora de diminuir, é profundamente feliz, porque tem suas prioridades bem estabelecidas". Quem vê e compreende claramente as coisas possui disposição, vontade, humor e coragem, pois não fica arrebatado pelo futuro, nem preso ao passado. Só quando estamos em contato com nós mesmos é que adquirimos perfeita visão de como diminuir ou aumentar o ritmo das coisas em nossa vida. Viver prazerosamente fundamenta-se em ver com clareza íntima como estão agindo em nós o desejo e o apego.

No desejo, corremos ansiosamente a fim de conquistar a qualquer preço o que não temos. No apego, paralisamos o passo,  agarrando-nos a tudo aquilo que já possuímos. Buda alerta que não devemos permitir que o julgamento dos outros determine quem somos e o  e o  que devemos sentir ou fazer. A propósito, não devemos deixar que o ponto de vista dos outros decida a hora de correr, desacelerar o passo ou parar completamente. Se nós deixarmos que os elogios e as críticas das pessoas afetem nosso “senso íntimo” , então seremos prisioneiros do juízo alheio e perderemos a alegria de viver. 

Precisamos perceber e valorizar nossos sentimentos e emoções, porque eles são o sal da nossa vida. Disse Jesus: Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal  se tornar insosso, com que o salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”. Tende sal em vós mesmo e vivei em paz uns com os outros.

Diz-se popularmente que uma “criatura insossa” não tem graciosidade, é desinteressante e monótona; pudera, ela não age baseada nas suas sensações interiores. Só quando os nossos sentimentos são reconhecidos, observados e estudados claramente em nós uma aura de autonomia e segurança: e, a partir daí, seremos respeitados e valorizados.

As emoções são as melhores informantes do nosso mundo interior e exterior, elas nos avisam, acima de tudo, sobre aquilo que devemos ou não fazer. E observando-as com atenção e submetendo-as ao nosso bom senso que saberemos como nos conduzir nas relações sociais, afetivas, profissionais e outras tantas. O desejo e o apego, privados da consciência reflexiva, estreitam nossa visão de felicidade, descartando novas possibilidades de uma vida pacífica e alegre. 

Enquanto vivermos de forma mecânica, irrefletida e sem a intervenção consciente da lucidez e do discernimento, nos privaremos de possuir uma mente tranquila e um coração pacífico.

Referência: "Os Prazeres da Alma", Uma Reflexão Sobre os Potenciais Humanos